quinta-feira, 18 de março de 2010

Seja você também um vaso, cheio do perfume do Espírito de Cristo!







Vaso de alabastro     Andréia Cherfan

“Seis dias antes da páscoa, Jesus chegou a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Ofereceram-lhe ali um jantar. Marta servia, e Lázaro estava entre os que se reclinavam à mesa com ele. Então Maria tomou uma libra de um nardo puro, um perfume muito caro, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com seus cabelos. E toda a casa se encheu com a fragrância do perfume”. (João 12.1-3)

Faltavam poucos dias para a páscoa e Jerusalém fervilhava. O povo chegava de toda a parte para celebrar a grande festa. Na época de Jesus havia cerca de 50 mil habitantes em Jerusalém. Este número aumentava para cerca de 200 mil na época da páscoa. Jesus decidiu se afastar daquela confusão, e foi passar a noite em Betânia, cidade situada cerca de 3 km a leste de Jerusalém. Lá, Jesus visitou Simão, antes conhecido como “o leproso”, que o recebeu com prazer e lhe serviu uma boa refeição. Nesta época era comum as mesas serem baixas, pouco acima do chão. Por isso, as pessoas se sentavam no chão, e reclinavam-se à mesa. E lá estava Jesus, reclinado à mesa e cercado de amigos.

Marta servia a todos, enquanto seu irmão Lázaro estava sentado junto com seu amigo Jesus. De repente, Maria, irmã de Marta e de Lázaro, entrou no lugar onde Jesus estava. Ela se aproximou de Jesus carregando um vaso de alabastro contendo uma libra de nardo puro (Jo. 12:3) e quebrou o vaso, derramando o bálsamo sobre a cabeça Dele (Mc. 14:3).

O perfume era tão intenso que encheu toda a casa (Jo. 12:3). O nardo era um bálsamo raro extraído de uma planta nas regiões do Himalaia (Índia), e sendo um produto importado de longa distância era um artigo caro e raro. A quantidade citada na Bíblia (“uma libra”) equivale a cerca de 326 gramas. Este bálsamo poderia ter sido vendido por 300 denários (Mc. 14:5). Naquela época, um trabalhador recebia um denário por um dia de trabalho. Assim, o nardo derramado por Maria valia praticamente o salário de um ano de trabalho. Com este ato, Maria estava declarando que Jesus é mais precioso do que o mais puro nardo.

Nesta história, uma das muitas lições que podemos aprender é a importância de quebrar o vaso. Em Mc. 14:3 diz: “... e, quebrando o alabastro...”. Por que Maria quebrou o vaso? Era mesmo necessário quebrá-lo? Ele não poderia ter sido poupado? Não seria possível derramar o bálsamo sem quebrar o vaso? Na verdade, não! Observe a foto inserida no início deste texto. Esta é uma imagem de um vaso de alabastro encontrado em Canaã (Israel) datado de aproximadamente 1400 – 1200 a.C.

O alabastro é uma variedade do gesso, e era muito usado para fazer pequenos vasos. O vaso de alabastro era pequeno, com cerca de 14 cm de altura. Seu corpo era redondo, e ia afinando até o gargalo. Possuía uma pequena alça para que pudesse ser carregado preso ao cinto. Ele era selado (ou tampado) no gargalo para que o bálsamo não se perdesse e também para que o perfume fosse preservado. Desta forma, para usar o bálsamo, a pessoa tinha que quebrar o vaso. Para facilitar a quebra e para não correr o risco de quebrar demais o vaso e perder todo o bálsamo, o vaso possuía umas ranhuras em forma de espiral na altura do pescoço. Estas indicavam o local onde o vaso deveria ser quebrado e serviam também para facilitar a quebra. Como o vaso tinha que ser quebrado, não poderia utilizar apenas metade do bálsamo e guardar a outra metade. Era necessário usar todo o bálsamo de uma vez só. Por este motivo, o vaso de alabastro era pequeno, pois era a medida exata para caber uma quantidade suficiente para ser aplicada uma única vez.

O vaso de alabastro é criado justamente para isso. Ele é formado para guardar um bálsamo precioso, e sabe que terá que compartilhá-lo com as pessoas. O vaso de alabastro sabe que quando chegar o momento do bálsamo ser derramado, ele será quebrado. Mas isso não lhe causa dor, pelo contrário, ele sente prazer porque ao ser quebrado o perfume do bálsamo se espalhará pela casa toda, e todos sentirão o suave odor daquela fragrância. Ser quebrado não é o ponto mais baixo da história do vaso de alabastro. Pelo contrário. É o ponto mais alto. É para isso que ele foi criado.

Sabe, nós somos como o vaso de alabastro. Todos nós temos esse bálsamo dentro de nós. Segundo a Bíblia, nós somos o suave perfume de Cristo. Não podemos trancá-lo ou escondê-lo. Ele precisa ser compartilhado. Precisamos deixar que o vaso seja quebrado, para que o bálsamo seja derramado. Só assim, todos sentirão o seu suave perfume. Não lamente quando você for quebrado. Não lamente pela quebra do velho vaso. Preste atenção ao perfume que o Senhor está derramando em sua vida e através dela.

“Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.”

sábado, 13 de março de 2010

ESCATOLOGIA - O Arrebatamento da Igreja - 1 Ts 4.13-18

INTRODUÇÃO                                                                      Você já orou hoje? Quando a Bíblia fala da vinda do Senhor Jesus, o assunto aparece como um só evento. Mas no seu contexto doutrinário, ela tem duas etapas distintas. A primeira invisível para o mundo, é o arrebatamento da Igreja; a segunda, visível, fala da vinda de Jesus em gloria, especialmente para Israel (Ap 1.7; Zc 14.4)

I. ESCOLA DE INTERPRETAÇÃO

Existem três escolas distintas de interpretação a respeito do arrebatamento da Igreja. Elas abrem espaço para entendermos como e quando ocorrerá esse grandioso evento.

1. Pós tribulacionista. Essa escola interpreta que a Igreja remida por Cristo passará pela Grande Tribulação.

2. Midi tribulacionista. Ensina que a Igreja entrará no período da Grande Tribulação até a sua metade. Seus interpretes se baseiam numa interpretação isolada de Dn 9.27, cujo texto fala que depois do opressor firmar um concerto com Israel por uma semana, “na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”.

3. Pré tribulacionista. Podemos começar entendendo essa escola de interpretação com as palavras de Paulo aos tessalonicenses, quando escreveu; “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo”, 1 Ts 5.9. Ensina que o arrebatamento da Igreja ocorrerá antes que se inicie o período da Grande Tribulação. É uma interpretação que honra as Sagradas Escrituras e ajusta se devidamente à esperança cristã da volta do Senhor nos ares.

II. DUAS PALAVRAS GREGAS RELATIVAS AO ARREBATAMENTO

Encontramos varias palavras no grego do Novo Testamento relativas ao arrebatamento que podem aclarar nosso entendimento acerca do arrebatamento. Destacaremos duas palavras principais:

1. Parousia. Literalmente quer dizer “presença”, “chegada rápida”, “visita”. É a palavra mais frequentemente usada nas Escrituras para descrever o retorno de Cristo, pois ocorre 24 vezes. Seu sentido é abrangente porque não define apenas a volta de Cristo ate ou sobre as nuvens, mas em outras vezes se refere à Sua volta pessoa à Terra (1 Co 15.23; 1Ts 2.19; 1Ts 4.15; 5.23; 2 Ts 2.1; Tg 5.7,8; 2 Pe 3.4). Portanto, o sentido é geral e não especifico. A ênfase maior é dada à vinda corporal e visível de Cristo.

2. Epiphanéia. Literalmente significa “manifestação”, “vir à luz”, “resplandecer” ou “brilhar”. O sentido é mais especifico, porque se refere especialmente à vinda sobre as nuvens. É a volta pessoal de Cristo à Terra que acontecerá com uma manifestação visível e gloriosa (2 Ts 2.8; 1 Tm 6.14; 2 Tm 4.6-8). Parousia é abrangente e pode referir se tanto à vinda de Cristo para a Igreja como para o mundo. Entretanto, epiphanéia é um termo que especifica a volta de Cristo à Terra de modo mais direto, porque diz respeito à sua manifestação pessoal ao mundo.

3. A diferença entre as duas etapas. Referente ao arrebatamento, Cristo virá até ou sobre as nuvens (1 Ts 4.17). Será de modo invisível para a Terra, porque virá para os seus santos nos ares. Em relação à manifestação pessoal de Cristo na Terra, Ele virá sobre as nuvens, de modo visível e com os seus santos (Cl 3.4).
No primeiro evento, Cristo, pelo poder de Sua Palavra e com voz de arcanjo, arrebatara, num abrir e fechar de olhos, a Igreja remida pelo Seu sangue (1 Co 15.52). Esse arrebatamento acontecerá antes que venha o Anticristo e instale o seu domínio sobre a terra por sete anos.

O segundo evento da volta de Cristo acontecerá no final dos sete anos de Grande Tribulação, quando Ele irá destruir o domínio do Anticristo e instalar seu reino de mil anos (Ap 19.11; 20.1-6).

III. PARTICIPANTES DO ARREBATAMENTO DA IGREJA

1. O próprio Senhor Jesus Cristo. Diz a Escritura: “Porque o mesmo Senhor… descerá do céu” (1 Ts 4.16). O apostolo Paulo da ênfase ao senhorio de Jesus conquistado no Calvário quando diz: “o mesmo Senhor”. Os vivos em Cristo e os mortos salvos receberão a ordem de comando do próprio Senhor Jesus Cristo.
2. O arcanjo. A tradução do texto diverge na forma, mas não anula o fato conforme está escrito: “à voz do arcanjo” ou “com voz de arcanjo” (1 Ts 4.16). O texto de Daniel indica que o arcanjo Miguel participará do evento da segunda vinda de Cristo (Dn 12.1), mui especialmente da epiphanéia, quando Cristo, rodeado de exércitos celestiais, descerá sobre a Terra, no monte das Oliveiras (Zc 14.3,4; Ap 1.6,7). Porem no evento do arrebatamento da Igreja, a participação do arcanjo será efetuada pela voz de comando e chamamento, a qual será ouvida apenas pelos remidos.

3. Os mortos em Cristo. Naquele dia, os mortos e os vivos em Cristo ouvirão a voz de chamamento da trombeta do Senhor pelo arcanjo, e “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15.51,52), estarão na presença do Senhor nos ares, com corpos glorificados. A palavra “mortos” diz respeito aos santos que ressuscitarão com corpos transformados em corpo espiritual (soma pneumatikon), enquanto que, os corpos dos ímpios permanecerão em suas sepulturas ate o dia do Juízo Final (Ap 20.12). Assim como Cristo ressuscitou corporalmente, também, os crentes salvos ressuscitarão corporalmente (Lc 24.39; At 7.55,56). Na lição referente à ressurreição tratamos sobre a natureza dos corpos ressurretos.

4. Os vivos preparados. O mesmo poder transformador operado nos corpos dos que morreram no Senhor atuará nos corpos dos crentes vivos naquele dia. Aos tessalonicenses, Paulo declarou: “depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados” (1 Ts 4.17); e aos coríntios, também, disse: “nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” (1 Co 15.51). Quase que simultaneamente à ressurreição dos mortos em Cristo naquele momento, os vivos em Cristo também ouvirão a voz do arcanjo, e num tempo incontável, serão transformados e arrebatados ao encontro do Senhor nos ares. Os corpos mortais serão revestidos de imortalidade, porque nada terreno ou mortal poderá entrar na presença de Deus. Será o poder do espírito sobre a matéria, do incorruptível sobre o corruptível (1 Co 15.53,54). O arrebatamento dos vivos implica livra-los do período terrível da Grande Tribulação.

IV. ELEMENTOS ESPECIAIS DO ARREBATAMENTO

Alguns elementos especiais e misteriosos indicam a natureza e procedimento do arrebatamento da Igreja na vinda do Senhor.
1. Surpresa. Esse elemento é rejeitado por alguns grupos que entendem que não haverá dois eventos distintos; o arrebatamento da Igreja e a vinda pessoal de Cristo. Ora, o que a Bíblia nos ensina é que, a Igreja, constituída pelos mortos e vivos em Cristo, se encontrarão nas nuvens com o Senhor. Se por alguns a idéia da surpresa é rejeitada, uma grande maioria cristã prefere o que declara as Escrituras que destacam o elemento surpresa (Tt 2.13; Mt 24.35,36, 42,44; 25.13). Esse elemento é fundamental porque a Igreja vive na esperança da vinda do Senhor.

2. Invisibilidade (1 Ts 4.17). Por que será um evento invisível e para quem? Será invisível para o mundo material porque os arrebatados serão constituídos somente dos transformados. A transformação será tão rápida, que nenhum instrumento cronológico terá condição de perceber ou marcar o tempo. Quando o crente conquistar esse corpo imaterial, a matéria perderá totalmente sua força (1 Co 15.43,44,49,51,53).
3. Imaterialidade (1 Co 15.42,52,53). Na verdade, a transformação que ocorrerá na vinda do Senhor será extraordinária e gloriosa, pois o que é material se revestirá do imaterial, o corruptível do incorruptível. Todas as limitações da matéria serão anuladas completamente, pois, literalmente, nossos corpos serão revestidos de espiritualidade.
4. Velocidade (1 Co 15.52). Para tentar explicar a velocidade do evento, Paulo usou o termo grego átomos, que aparece no texto sagrado pela expressão “num momento”, cujo sentido literal é indivisível (quanto ao tempo, aqui). A palavra átomos era usada para denotar “algo impossível de ser cortado ou dividido”. Também encontramos outras expressões bíblicas para denotar velocidade, tais como “abrir e fechar de olhos”, ou “piscar de olhos”. Mesmo em época avançada e de tecnologia, nada poderá contar e detectar o momento do milagre do arrebatamento da Igreja.

CONCLUSÃO

Estudar e meditar sobre o arrebatamento da Igreja promove nos remidos a fé e a esperança na vinda do Senhor. Não nos preocupamos demasiadamente com as várias teorias de interpretação sobre o arrebatamento (se ocorrera antes, no meio ou depois da Grande Tribulação), permaneçamos, sim, atentos ao fato de que Jesus virá. Devemos estar preparados para encontrar com o Senhor. Maranata - Ora vem, Senhor Jesus. Amém.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Tempo Final chegou e a Nova Ordem Mundial

http://www.acrisemundial.com/ultimahora.htm

Você está preparado para enfrentar a nova ordem mundial que a passos largos se aproxima, ou prefere se preparar para a iminente volta do Senhor Jesus para arrebatar sua noiva desta terra corrompida? É, não tem mais jeito, ou nos preparamos para se encontrar com Jesus ou com o anticristo e consequentemente com a grande tribulação. O cenário já está montado, tudo em seus devidos lugares, até o sistema de chip (Mondex) está pronto e em teste em algumas pessoas cobaias que prontamente se expuseram ao teste. A terra está em densas trevas, os dias de Noé e Sodoma e Gomorra estão diante de nossos olhos, só não vê quem não quer ver. Esta ostagem é para alerta, depois do arrebatamento com certeza este blog e outros tantos como este serão tirados do ar, da internet. Vamos nos preparar, Jesus está voltando. MARANATA. Assista os vídeos que estão neste site:
http://www.acrisemundial.com/ultimahora.htm

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Clamor da Sua Vinda Pr Josias Almeida





O Senhor sempre se manifestou com intenso barulho entre o povo.

Teofania:

Terremoto: (Num.16:31,32)

Vento: (Ez.37:9)

Tempestade: (Sal.29:3)

Na sua volta haverá barulho:

1) O abalo de Heb.12:26, é a repetição de Ex.19 quando Deus desceu com intensa glória no Sinai. E Deus diz que voltará a abalar a terra:

a) Sumiço de gente do mundo todo.

b) Aparecimento de um governo mundial

2) Em I Tes.4:16, mostra três coisas que farão barulho:

a) Alarido: Grito militar que indica comando. Jesus gritará para suas hostes: É hora de buscar a igreja.

b) Voz de arcanjo: Miguel virá na frente para guerrear contra as hostes do mal que tentarão segurar a igreja.

c) Trombeta de Deus: A última trombeta soará indicando a ressurreição dos mortos em Cristo. Será para os mortos.

3) Em Mat.25:6 nos mostra o clamor do Espírito Santo a meia-noite, despertando os crentes para o arrebatamento.

a) Talvez para alguns será tarde demais para ouvir esse clamor. O clamor do avivamento final será ouvido por aqueles que ainda tem reservas de azeite. É hora de despertarmos do sono espiritual...Mt 25.1-13; I Tes 5.6,7.

sábado, 16 de janeiro de 2010

OPERAÇÃO BARNABÉ

Pr Josias G Almeida


Texto: (At.4:36)

Introdução: Na história do Novo Testamento, vários líderes da igreja se destacam, mas um em especial chama a atenção: Barnabé. Seu nome inicial era José (O Senhor Acrescenta), mas recebeu dos discípulos um apelido que foi agregado ao seu nome: Barnabé (Filho da Consolação). Era levita e, por isso não tinha herança de terras, provavelmente a herdade que vendeu era de sua esposa (Num.35:6). Tinha lindas qualidades intrínsecas ao seu caráter cristão. Vamos a algumas delas que precisamos por hoje em prática, para realizarmos a "Operação Barnabé".

Quando ninguém faz, eu faço (At.4:37)

Vendeu uma herdade, e trouxe todo o dinheiro. Despertou assim nas pessoas o desejo de contribuir também (At.5)

Os versículos anteriores diz que toda a igreja fazia isso, mas somente ele é destacado, por que? Por que certamente foi ele que puxou a fila. Deus precisa hoje de "puxadores de fila", gente que antes de mandar, faça.

Quando ninguém acredita, eu acredito (At.9:26e27)

Foi Barnabé quem quebrou as barreiras da rejeição ao nome de Saulo de Tarso, contribuindo com sua salvação e aceitação dos apóstolos em Jerusalém (28). Paulo obteve plena liberdade junto à igreja (28)

Paulo foi embora por que foi perseguido pelos gregos e não pelos irmãos mais (29), ao contrário, sua saída causou tristeza e comoção na igreja.

Quando ninguém enxerga valores, eu enxergo (At.11:22,25,26)

Paulo foi para Tarso, onde ficou pelo menos dez anos, esquecido pela igreja, vivendo no anonimato e fabricando tendas (Gal.2:1)

Barnabé foi enviado pela igreja Sede em Jerusalém, para edificar a nova igreja de Antioquia (22),

estava fazendo sua parte ali (23), mas foi buscar Paulo em Tarso para pastorear a obra de Deus, e juntos, sem ciúmes e rivalidades, fizeram um grande trabalho (26).

Barnabé enxergou assim em um obreiro esquecido e desprezado, um pastor para aquele momento da igreja.

Quando todos desistem, eu ainda insisto (At.15:36ª39)

Marcos tornou-se cooperador de Paulo e Barnabé, mas apenas duas cidades depois, ele voltou para Jerusalém (At.13:13). Perdeu o ânimo talvez.

Quando quis voltar, Paulo não aceitou o seu retorno, não acreditando mais na sua chamada. Mas Barnabé ainda acreditava, e "brigou" com Paulo por ele.

Barnabé levou Marcos para Chipre, sua terra natal, e o recuperou para Paulo mesmo, pois ele reaparece, quando todos desprezaram a Paulo, sendo útil para o velho apóstolo (II Tim4:11).

Depois de recuperar Marcos, Barnabé desaparece. Não se encontra seu nome mais na história sagrada.


Pr. Josias Almeida - Conferencista em diversas áreas e matérias, tem viajado o Brasil e o mundo levando uma palavra de avivamento, consolo e esperança ao povo de Deus, além de ministrar cruzadas, seminários, convenções e eventos. Fones (11)7176-4968/7325-7380. Email; josiasalmeida33@hotmail.com e home page: http://josiasalmeida.hd1.com.br/.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A TENTAÇÃO do DÍZIMO 1ª E 2ª Pt

1 – Introdução



No número 932 da revista “Portugal Evangélico” das Igrejas Metodista e Presbiteriana de Portugal, foram publicados vários artigos sobre a contribuição cristã, apresentando várias opiniões sobre o assunto que começamos por divulgar:

1.1 - O dízimo - De autoria do Pastor Brissos Lino, da Igreja do Jubileu de Setúbal

“A última parte da pessoa que se converte a Deus é a carteira”. Esta conhecida expressão simboliza a dificuldade que alguns cristãos têm em lidar com as suas finanças no reino de Deus.

O dízimo é prática corrente na generalidade das igrejas evangélicas, e fundamenta-se em razões bíblicas, teológicas e de carácter prático.
Bases bíblicas:
O dízimo era observado entre os povos antigos, existiu antes da lei de Moisés (Abraão e Jacob), foi estabelecido e confirmado na Lei, mas também ao longo de todo o Antigo Testamento foi praticado, como no tempo de Amós 4:4, no reinado de Ezequias II Crónicas 31:2/5, nos dias de Neemias. Neemias 10:37/38; Neemias 12:44; Neemias 13:5/12, e com Malaquias 3:8/10.

No Novo Testamento, Jesus aprovou a prática do Dízimo, tanto na forma expressa Mateus 23:23, como tácita Lucas 11:42; Lucas 18:12. O dízimo é também legitimado pelo autor da Carta aos Hebreus, que apresenta duas ordens de sacerdócio, a de Levi e a de Melquisedeque, Levi recebeu dízimos do povo, de acordo com a lei de Moisés, e Melquisedeque recebeu-os de Abraão, em tempos anteriores à Lei. Se o dízimo como instituição não se inicia com a lei, mas lhe é anterior, também não termina com a vigência dela. Sendo Melquisedeque o símbolo do sacerdócio eterno de Cristo, e tendo recebido dízimos, faz sentido que a igreja os receba.

O apóstolo Paulo também faz referência implícita em I Coríntios 9:13/14

Princípios do reino

Muitos dos princípios do reino de Deus são opostos aos princípios e valores do mundo. Se tenho dez e dou cinco, restam-me cinco. Mas a matemática do reino é diferente. Quando se dá a Deus Ele age sobrenaturalmente de modo a que nunca nada nos falte, Com Deus o menos torna-se mais, e sem Deus acontece o contrário.

O cristão sabe que nada é dele, tudo pertence a Deus. Sendo assim, o dízimo funciona como prova de fé. Quando devolvemos a Deus dez por cento do que dele recebemos estamos a colocá-lo à prova. Foi Ele que disse: “Fazei prova de mim”. Este é o único momento em que temos o direito de colocar Deus à prova.

Responsabilidade dos membros

A igreja é o conjunto dos fiéis, não o edifício. A responsabilidade pelo sustento da obra do Senhor pertence aos membros de cada igreja local. A prática do dízimo, além das ofertas alçadas, está relacionada com a necessidade de suprir as necessidades financeiras da casa de Deus. Contribuir para o sustento do centro de adoração é mais do que um dever do cristão, é um verdadeiro privilégio, pois torna os fiéis participantes da Obra, verdadeiros cooperadores de Deus.

A lei da sementeira e da colheita

Se alguém quer ser abençoado na sua vida financeira tem que semear no reino. Se semear amor colhe amor, se semear perdão, colhe perdão, se semear finanças colhe finanças. Ninguém colhe batatas se semear cebolas. Colhemos da mesma espécie que semeamos. Mas este princípio não funciona apenas no tocante à qualidade da semente, mas também à quantidade. Quem semeia muito colherá muito, quem semeia pouco, pouco há de colher.

Por muitas dificuldades que o agricultor passe não cairá no erro grosseiro de comer as sementes. Ele sabe que precisa delas para as lançar à terra, pois são a garantia de que virá a colher, no seu tempo, o que semear.

Mas é exactamente isto que acontece a muitos cristãos. Em vez de semear a semente que Deus lhes coloca na mão, comem-na… Quando chega a hora da sementeira não há semente para lançar à terra. E não havendo semente não haverá colheita. Pense nisso.


1.2 – Dízimo, preceito cristão? De autoria do Pastor Alderi Souza de Matos, Doutor em história da igreja pela Universidade de Boston.

A prática do dízimo é um tema controverso nas igrejas evangélicas, tendo, de um lado, defensores apaixonados e, do outro, críticos ardorosos. Para alguns, é uma espécie de legalismo judaico preservado na igreja cristã. Para outros, trata-se de uma norma divina que tem valor permanente para o povo de Deus, na antiga e na nova dispensação. Os críticos do dízimo afirmam que a sua obrigatoriedade é contrária ao espírito do evangelho, pois Cristo liberta as pessoas das imposições da lei. Os defensores alegam que essa posição é interesseira, porque permite às pessoas eximirem-se da responsabilidade de sustentar generosamente a igreja e as suas actividades. O grande desafio nesta área é encontrar o equilíbrio entre estas posições divergentes. O que está em jogo é uma questão mais ampla - o conceito da mordomia cristã, do uso que os cristãos fazem dos seus recursos e bens.

Os dados bíblicos

O dízimo (do latim decimu) pode ser definido como a prática de dar a décima parte de todos os frutos e rendimentos para o sustento das instituições religiosas e dos seus ministros. Trata-se de um costume antigo e generalizado, sendo encontrado tanto no judaísmo como nas culturas vizinhas do Oriente Médio. Esta prática é claramente estabelecida no Antigo Testamento, sendo até mesmo anterior à lei de Moisés Génesis 14:20; Génesis 28:22. O dízimo era devido primariamente a Deus, como expressão de gratidão pelas suas bênçãos e como sinal de consagração. Mais tarde, tornou-se um preceito formal na vida religiosa dos hebreus Levítico 27:30/32, sendo destinado especificamente para o sustento dos levitas Números 18:21/24.

No Deuteronómio, está associado a uma refeição comunitária festiva e ao auxílio aos necessitados Deuteronómio 12:17/19; Deuteronómio 14:22/29; Deuteronómio 26:12/14. Às vezes era dado liberalmente II Crónicas 31:5/6; Neemias 10:37/39; Neemias 12:44 noutras ocasiões retido, fraudulentamente Miqueias 3:8/10.

Nos escritos do Novo Testamento, o dizimo é mencionado explicitamente apenas nos Evangelhos e na epístola aos Hebreus, sempre em relação aos judeus. Jesus aprovou a prática, mas censurou-a quando se tornava uma expressão de frio legalismo Mateus 23:23; Lucas 11:42; Lucas 18:12; ver Amós 4:4. Em Hebreus, é mencionado em conexão com Melquisedeque, uma figura do sacerdócio de Cristo Hebreus 7:1/10. As epístolas Paulinas falam muito sobre ofertas para a comunidade, mas a sua ênfase maior é sobre as contribuições voluntárias II Coríntios 9:6/7. O Novo Testamento não fornece muitas informações sobre o sustento do trabalho regular da igreja. Todavia, as informações disponíveis destacam atitudes como gratidão, fé, amor e generosidade como motivações centrais da mordomia cristã.

O dízimo na história

o início da igreja, a informalidade e a simplicidade das estruturas não exigiam muitos recursos para a sua manutenção. Não havia templos nem ministério a tempo integral (muitos líderes eram “fazedores de tendas”, como Paulo). A maior carência estava na área social ou beneficente. Daí a grande ênfase nas ofertas, principalmente em situações de particular necessidade (ver I Coríntios 16:1/4; II Coríntios 8:1/24 e II Coríntios 9:1/15). No entanto, o princípio de que a contribuição devia ser marcada pelo desprendimento e liberalidade manteve-se, como se pode ver na Didaquê, um manual eclesiástico do 2° século: “Tome uma parte do seu dinheiro, da sua roupa e de todas as suas posses, segundo lhe parecer oportuno, e os dê conforme o preceito” (13.7). No final do mesmo século, Ireneu de Lyon referiu-se aos cristãos como aqueles que “separam todas as suas posses para os propósitos do Senhor, entregando de modo alegre e espontâneo as porções não menos valiosas da sua propriedade” (Contra as heresias IVI8).

Com o passar do tempo e a crescente institucionalização da igreja, houve a necessidade de uma forma padronizada de contribuição. Assim, recorreu-se ao precedente bíblico já conhecido e testado durante muito tempo – o dízimo. Ao longo dos séculos, ele tornou-se obrigatório – uma espécie de imposto eclesiástico – e na época de Carlos Magno passou a integrar a lei civil.

No final da Idade Média surgiram abusos quando os dízimos, em certos casos, se tornaram um instrumento para a compra de cargos eclesiásticos (simonia). Houve controvérsias quando as pessoas procuravam fugir ao pagamento dos dízimos enquanto outras tentavam apropriar-se desses rendimentos para si mesmas. Os países que tinham igrejas estatais recolhiam os dízimos dos fiéis em troca do sustento da igreja e do pagamento dos salários dos ministros (côngrua). No Brasil colonial, em virtude do sistema conhecido como “padroado”, o dízimo tornou-se o principal tributo arrecadado pelo estado português.

Validade actual

A questão que se coloca é a seguinte – o dízimo é valido hoje em dia para os cristãos? É uma forma legítima de contribuição cristã? São muitos os factores a serem considerados na procura de uma resposta. Em primeiro lugar, é preciso atentar para o ensino bíblico global sobre o lugar que os bens devem ter na vida do crente. Deus é o senhor e proprietário supremo de todas as coisas. Os seres humanos são mordomos, ou seja, administradores dos recursos e dádivas de Deus. Aqueles que realmente o amam, que são gratos pelas suas bênçãos e querem servi-lo, sentir-se-ão movidos intimamente a contribuir para causas que engrandecem o seu nome.

A segunda consideração é pragmática. A igreja é uma associação voluntária. Ela não tem outra fonte estável de sustento a não ser as contribuições dos seus membros. As ofertas ocasionais são, comprovadamente, insuficientes para atender a todas as necessidades financeiras da comunidade cristã. Torna-se necessário um método de contribuição que seja regular, generoso e proporcional aos recursos dos fiéis.

Outro argumento baseia-se numa comparação entre Israel e a igreja. Os cristãos entendem que têm recebido bênçãos muito maiores que a antiga nação judaica. O que para esta estava na forma de promessas, para os cristãos são realidades concretas, presentes.

A vinda do Messias, a sua obra de redenção, os seus ensinos e dos seus apóstolos (o Novo Testamento), a dádiva do Espírito Santo e a revelação mais plena da vida futura são exemplos desses grandes benefícios usufruídos plenamente na nova aliança. Daí, decorre o seguinte raciocínio: se Deus prescreveu o dízimo para o antigo povo de Israel, seria de se esperar que ele requeresse menos dos cristãos, detentores de maiores dádivas? Portanto, muitos estudiosos concluem que o dízimo deve ser, não o teto da contribuição cristã, mas o piso, o mínimo, o ponto de partida.

Conclusão

A questão do dízimo é tão difícil para muitos cristãos porque toca numa parte sensível da sua vida - o bolso. Parece excessivo entregar um décimo dos rendimentos a Deus, para a causa de Cristo. Nem todos têm o desprendimento e a generosidade da pobre viúva elogiada por Jesus Mateus 12:41/44 Todavia, o dízimo pode ser uma bênção na experiência do cristão em dois sentidos. Primeiro, como um desafio para a sua vida espiritual. Dar o dízimo pressupõe uma relação de amor, gratidão e compromisso com Deus e com as pessoas que serão beneficiadas com essa contribuição. Em segundo lugar, é também um desafio para a melhor administração da vida financeira. Muitas pessoas têm dificuldade em contribuir para a igreja e suas causas porque são financeiramente desorganizadas, gastam mais do que podem, não têm sentido de prioridades. A prática do dízimo produz uma disciplina que beneficia outras áreas da vida. Para aqueles que querem trilhar este caminho, a sugestão é que comecem a aumentar gradativamente a sua contribuição, até atingir o padrão do Antigo Testamento... e então ir além dele.