terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Momento da poesia cristã - Reconhecimento tardio, Reflexão da alma, Aqui, sou peregrino. Sonetos e poema de Milton Adones Vieira.

Momento da poesia cristã - Reconhecimento tardio

Soneto de: Miton Adones Vieira

Se o sopro da vida e a inspiração,

Por ordem de Deus me vierem faltar,

Gravado em papel, na forma de letras,

Suas teses escritas, hão de ficar.

Falando às consciências, que talvez na existência,

Não tiveram a audácia e a fidalguia,

De merecida honra ao poeta ortorgar.

Mas ficou seu autógrafo - para recordar.

Agora, o nobre, mas pobre; o indouto escritor,

Partiu desta vida e se foi pra outra vida,

Morar lá no céu, com Nosso Senhor.

Sem dar despedida, sua alma ferida,

Encontrou guarida no reino de amor.

Pois trilhou nesta vida, nos caminhos do amor!

Lembre-se: Nunca deixe de reconhecer uma virtude em alguém. Não espere alguém morrer para então comentar os seus talentos ou valores. Jesus, como o maior Profeta, lamentou que os seus, não o reconheceram! Mt 13.57 e 23.37.

Momento da poesia cristã

Um humilde soneto, de: Milton Adones Vieira.

Se andares triste, chorando, cansado e sem esperança,

Teus planos foram frustrados, perdeste a tua confiança.

A Deus atribuíste a culpa, a ti por vítima tens,

Murmurando, a Deus insultas, e a graça Ele a ti retém.


Examina o teu passado no arquivo da consciência,

Não se julgues ser culpado e não te fies na inocência.

Declare que Deus é santo, justo e misericordioso,

Que é prova o que estás passando, ceite-as e venças com gozo.

Lembre-se bem dos fiéis, que no passado sofreram,

E presistência nos legaram, e testemunharam a fé;

Pois tudo, mesmo, coopera aos que amam o Deus bondoso.

Todavia, eles buscaram forças do alto e venceram.

Podes tu também garboso, legar à tua descendência;

Ore então, busque paciência; e então serás vitorioso.

Obs. "É proibido publicar ou gravar sem a permissão do autor" - Milton Adones Vieira.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Aqui, sou peregrino!

De: Milton Adones Vieira - escrita em meu posto de trabalho, às 3.40 hs da madrugada.

Neste caminho que estou a trilhar

Tal qual peregrino em terras distantes

Pisando em espinhos e às vezes a chorar

Persigo um destino traçado bem antes.

Sem olhar para trás, sob um sol causticante

No deserto da vida sigo eu caminhando

Só algo me faz contemplar logo adiante

O que de certo é a fé que já está germinando.

Não sei explicar, me falta argumento

Mas parece o vigor da perseverança

Se penso em voltar, do céu vem alento

Da prece, em fervor, eu cultivo a esperança.

E ao chegar no destino de um porto seguro

Que o Cristo Bendito me foi preparar

Com alma de menino e um coração puro

Soltarei meu grito só pra te adorar.

Não terei saudades nem meras lembranças

Dos desertos e dores que aqui suportei

Pois na eternidade, em bem-aventuranças

Por certo louvores a Deus cantarei. Louvado seja o Senhor para sempre, amém!

Amados, somos peregrinos aqui na terra, não vamos ficar aqui para sempre; temos uma Pátria Celeste que nos aguarda. AMÉM.

domingo, 18 de janeiro de 2009

A INERRÂNCIA DA BÍBLIA

Autor: Elinaldo Renovato de Limas - comentarista das lições bíblicas do 4º trimestre de 2008.
"E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir" (Jr 1.12).

A Bíblia, em sua essência, é a Palavra de Deus; não contém erros de qualquer natureza, graças à sua plena inspiração, sob supervisão do Espírito Santo. Essa é uma declaração irrefutável. Não pode ser posta em dúvida. Os descrentes querem, a todo o custo, apontar erros nos textos bíblicos. No entanto, como se trata de um Livro de natureza espiritual, inspirado por Deus, não pode conter erros, em seu conteúdo. Pode haver falhas nas traduções, nas interpretações ou na sua apresentação gramatical, visto que, tendo sido escrita em linguagem antiga, no hebraico e no grego, além de expressões breves no aramaico, é possível observar-se algumas falhas em termos de grafia ou de tradução.
Porém, as possíveis falhas, ou dificuldades de tradução, ou de interpretação, jamais podem ser consideradas como indicativas de erro na mensagem bíblica. Menos de 1% dos “erros” encontrados nos manuscritos, são falhas na transmissão da mensagem, e não afetam a integridade da Palavra de Deus. Deus disse a Jeremias: “Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12b). Nos primórdios da reunião dos livros da Bíblia, houve um processo meticuloso, em termos de seleção das fontes originais, ou dos autógrafos, que deram origem aos textos da Bíblia. Assim, podemos afirmar com toda a segurança que, quando em conformidade com os manuscritos originais, a Bíblia não tem erros em seus textos.
De maneira especial, Deus transmitiu sua vontade aos homens. E o fez através da mensagem escrita, para que ninguém pudesse alegar possíveis falhas, que poderiam ocorrer na transmissão oral, ao longo dos séculos. E, nesse processo de transmissão escrita, de modo inspirado, a Bíblia merece toda confiabilidade e reconhecimento de sua veracidade. Ela é inerrante, ou seja, não contém erros em seu conteúdo, em suas mensagens, em seus propósitos.

Certo escritor, em sua vaidade, resolveu ler a Bíblia, com o objetivo de mostrar que ela estaria eivada de erros e contradições. Seria para ele o ápice de sua sabedoria humana. No entanto, após folhear e ler a Bíblia, acabou verificando que, em vez de descobrir os erros em suas páginas, estas sim, abriram-se qual espelho da alma e mostraram seus erros e pecados. As palavras escritas, mesmo na Bíblia, podem sofrer alguma alteração lingüística, a ponto de apresentar possíveis distorções ou discrepâncias. Mas a Bíblia, enquanto Palavra de Deus, como “espírito e vida” (Jo 6.63), não contém qualquer erro ou falha.
Em lugar de conter erros em sua mensagem fundamental, da parte de Deus para o homem, a Bíblia se constitui num código de fé, ética e prática, indispensáveis ao ordenamento da vida humana, tanto em termos espirituais, pessoais, como sociais, familiares, profissionais, de conduta, e em todos os aspectos. Diz o salmista: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).
I – REQUISITO INDISPENSÁVEL DA INERRÂNCIA BÍBLICA
1. CONCEITUAÇÃO
Inerrância é a qualidade de quem é inerrante, ou que não comete erros. “Que não pode errar; infalível”.1 As mensagens dos homens, em toda a História, têm sido criticadas, e até desprezadas, por se constatarem falhas ou erros em seu conteúdo. Tais mensagens não podem reivindicar inerrância. Até mesmo as ciências, fundamentadas em dados e informações, obtidas a partir de pesquisas, e evidências empíricas, têm suas falhas ou erros. Mas a Palavra de Deus, consubstanciada na Bíblia Sagrada, não pode conter erros, ou seja, ela é inerrante.
2. INERRÂNCIA E INFALIBILIDADE
O conceito de inerrância bíblica está associado ao conceito de infalibilidade. A Bíblia não contém erros. Como é a Palavra de Deus, Ela é infalível. Diz Pedro: “Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pe 1.24b,25a). O verbo permanecer, no texto, tem o sentido de não se abalar, não mudar, não sofrer alteração. A Bíblia não é como a falsa teoria da evolução. Esta fundamenta-se nas premissas falsas e equivocadas, do naturalista Darwin.
No livro “Origem das Espécies”, do materialista Charles Darwin, como vimos em capítulo anterior, há expressões de dúvida, a ponto de o seu autor dizer “se a minha teoria estiver certa [...]; talvez; pode ter havido [...]” São expressões que revelam dúvida, incerteza, no domínio das hipóteses, que são aceitas, infelizmente, sem questionamento sério. Na Bíblia, no entanto, não encontramos qualquer expressão de dúvida, incerteza, ou insegurança, por parte do seu autor ¾ Deus. O Livro Sagrado já começa com a expressão “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

A infalibilidade da Bíblia decorre do fato de ser um livro de origem divina, pela inspiração e revelação do Espírito Santo; e por ser um livro cuja mensagem, em termos de história, profecia, e escatologia, têm a supervisão divina. Diz a Palavra: “E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12). A Bíblia é infalível porque é Deus quem garante sua veracidade e cumprimento. Deus vela por Ela. Ainda que, por permissão do próprio Deus, há tantos adversários da Bíblia, o Senhor vela para que a mensagem bíblica se cumpra de modo cabal e perfeito. Deus, Soberano do universo, tem o pleno controle dos fatos e dos homens, de tal forma que, queiram ou não, os acontecimentos confirmam as afirmações e previsões, constantes da Bíblia. A inerrância é condição indispensável para que a Bíblia seja infalível.
Para o homem herege, ateu, materialista, tais razões não fazem sentido. E isso é natural. A Bíblia acentua a incapacidade de o homem natural não absorver a mensagem de Deus. Diz Paulo: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14). Para o homem espiritual, no entanto, a Bíblia é objeto do seu amor e reflexão. “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” (Sl 119.97)
II – RAZÕES DE SUA INERRÂNCIA
1. SUA AUTORIA DIVINA

Não se pode avaliar a quantidade de livros, revistas, jornais, artigos e matérias, escritos pelo homem, ao longo da História, desde que surgiu a imprensa, no Século XVI. Milhões de autores e escritores têm expressado seus pensamentos. Diz a Bíblia: “E, de mais disso, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar enfado é da carne” (Ec 12.12). Mas os autores humanos são sempre falhos.
Porém, o autor espiritual da Bíblia, que é Deus, jamais falhou. Diz a Palavra: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” (Nm 23.19) No meio dos milhões de textos, escritos pelo homem, há verdades e mentiras; há mistificações, enganos, equívocos e até distorções propositais da verdade, pela manipulação dos fatos e das idéias. No entanto, Deus, o Autor da Bíblia, não mente. Nem se arrepende. Quando encontramos na Bíblia, textos que dão a idéia de que Deus se arrependeu (Gn 6.7; 1 Sm 15.35; Am 7.3), devemos entender que Deus muda de planos, em função de atos ou ações errôneas do próprio homem, e não de sua parte. Deus não fez nem faz nada errado.
Quando Ele diz, faz; quando Ele fala, confirma. Quando Ele faz, ninguém, a não ser com sua permissão, pode mudar o que Ele determinou. Ele é “o que abre, e ninguém fecha, e fecha, e ninguém abre” (Ap 3.7). O autor da Bíblia não muda: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tg 1.17).
A autoria divina da Bíblia, para o cristão verdadeiro, garante sua inerrância e infalibilidade. É objeto de sua fé. Às vezes, essa fé atinge feição radical. Lembro-me de, quando estava lecionando na universidade, fui abordado por um professor e advogado muito conhecido na cátedra e na comunidade. Ele era ateu positivista, adepto das idéias de Augusto Comte; materialista e admirador de Darwin. E me disse: “Professor, eu não entendo vocês, os crentes. Há evangélicos que são tão extremistas, que uma senhora, de sua igreja, que trabalha em minha casa, fez uma afirmação absurda, que nos faz até rir. Eu lhe indaguei se ela cria, realmente, que a baleia havia engolido Jonas. Ela respondeu que sim. Mas eu lhe expliquei que a garganta da baleia é tão estreita que não permite passar um homem. Só podem passar por ela pequenos peixes. Ela parou, me escutou, e respondeu: ¾ ‘Professor, se a Bíblia disser que Jonas engoliu a baleia, ainda assim eu creio nela!’” Na sua simplicidade, aquela humilde serva de Deus procedeu de acordo com a Bíblia, que diz: “Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus olhos” (Pv 26.5).
Mas o cristão consciente e fiel aos ensinos da Bíblia, pode e deve argumentar com toda a segurança sua convicção na inerrância e infalibilidade do Livro Sagrado. Diz Paulo que devemos oferecer a Deus o “culto racional” (Rm 12.1), ou seja, uma crença e uma adoração que tem razão de ser; que tem muitas razões de ser, na verdade. Devemos crer, como Lutero: “Quando as Escrituras falam, Deus fala”.2 É um postulado da fé. Ou a Bíblia é inerrante ou Deus não existe. Pois toda a sua mensagem, do primeiro ao último livro, parte do princípio sagrado da existência do Ser Supremo que criou todas as coisas, a vida, e os seres vivos, incluindo o homem, e resolveu transmitir ao ser criado a sua vontade soberana, através da mensagem escrita, em livros que, durante 1600 anos, foram reunidos na Bíblia. Com fé inabalável (Sl 125.1), cremos que Deus existe e fala conosco, os crentes, e para os homens, através da Bíblia Sagrada.
2. OS ESCRITORES HUMANOS — “HOMENS SANTOS DE DEUS”

A mensagem bíblica tem origem em Deus, o Autor divino. Mas com exceção do Decálogo, escrito pelo próprio dedo de Deus nas tábuas de pedra e entregues a Moisés (Êx 31.18), os demais textos, reunidos em livros no Antigo e no Novo Testamentos, foram escritos por homens. Sendo assim, dizem os críticos da Bíblia: “Os homens escreveram de sua própria mente, e cometeram muitos erros”.
Porém, de acordo com a Bíblia, os escritores dos Livros Sagrados não escreveram de sua própria cabeça, o que bem entendessem. Se assim o fosse, não teriam registrados certos fatos, muitas vezes comprometedores e constrangedores para eles. Qual seria o escritor, ou autor, que escreveria que um irmão estuprou a irmã; ou que um rei, que era tão querido por Deus, adulterou com uma Senhora, e mandou matar seu marido? Um autor humano poderia, sem qualquer problema, omitir tais fatos. No entanto, a Bíblia registra fatos como esses, como foi o caso de Amnon, filho de Davi, que cometeu o crime de estupro contra sua irmã, Tamar; e Davi, homem de Deus, num momento de falta de oração e vigilância, deixou-se levar pelos sentidos, e adulterou com Bate-Seba, esposa do general Urias (ver 2 Sm 11.3-5; 13.1-14). Na verdade, muitos dos que cometeram atos vergonhosos não escreveram nada. Outros, usados por Deus, relataram e escreveram os livros que contém tais fatos.

Os homens que escreveram os livros da Bíblia, considerados autores humanos, na verdade, a rigor, nem poderiam ser chamados de autores, mas sim de escritores sagrados. Moisés, Josué, Samuel, Davi, Neemias, Esdras, Jó, Salomão, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias, no Antigo Testamento, foram homens, que escreveram sob a inspiração e/ou revelação da parte de Deus, iluminados pelo Espírito Santo. Eles escreveram mensagens inspiradas para o povo de Israel, para muitas nações, e para sua época, bem como para tempos escatológicos.
De igual forma, os escritores-autores dos livros do Novo Testamento, como Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo, o desconhecido autor aos Hebreus, Tiago, Pedro e Judas, também tiveram a gloriosa experiência de receber de Deus a mensagem divina para a humanidade. Eles não erraram na transmissão da mensagem.
Diz a Bíblia: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21). O cristão verdadeiro crê que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus. E pode ser confortado com a afirmação bíblica de que os escritores-autores, dos Livros Sagrados, não produziram textos com objetivos comerciais de venda de livros ou de artigos como acontece hoje em todo o mundo. Não. Eles escreveram os textos, quando ainda não havia a imprensa. Os livros, escritos em pergaminhos ou papiros, eram escritos de forma artesanal, à mão. Muitas vezes à luz de lampiões, ou velas. Eram os manuscritos que se tornaram peças de valor inimaginável, ao receber a pena com tinta, transcrevendo a mensagem inspirada por Deus.
Podem os críticos argumentar que as muitas cópias dos manuscritos contém muitos erros ou discrepâncias, e, por isso, a inerrância da Bíblia estaria prejudicada. Mas “A inerrância é atribuída apenas aos manuscritos originais dos vários livros da Bíblia; não é asseverada a respeito de qualquer cópia específica daqueles livros que sobreviveram até nosso tempo”3 (grifo nosso).

Kenneth S. Kantszer afirmou: É possível sustentar que Deus poderia ter impedido os autores da Bíblia de cometer erros, tirando-lhes a liberdade e a condição de seres humanos; entretanto, os evangélicos jamais afirmaram tal coisa. Antes, a Bíblia é produto totalmente humano, e totalmente divino. Como produto divino, a Bíblia detém autoridade absoluta sobre a mente e o coração dos crentes. Como produto humano, mostra em si mesma todas as características essenciais da composição humana. Sem dúvida, Deus poderia ter-nos dado uma Bíblia escrita na perfeita linguagem do céu; nesse caso, porém, quem a poderia entender? Deus preferiu comunicar-nos sua vontade mediante o canal imperfeito da linguagem humana, com todas as suas possibilidades de má compreensão e má interpretação.4
III – OS MANUSCRITOS BÍBLICOS
O termo “manuscritos” vem do latim, de manus (mão) e scriptus (escrita), ou seja, documento, texto, ou livro, escrito à mão. Antes de haver a imprensa, todos os documentos eram manuscritos. Houve textos, ou livros, escritos à mão em argila, em tabletes, em couro, em metal e em outros materiais. Os manuscritos bíblicos foram escritos em pergaminho ou em papiro. A princípio, os textos foram reunidos em rolos, de difícil manuseio. Depois, foram trabalhados em códices, escritos em “folhas” de casca de árvore, recobertas de cera, utilizando-se estiletes. Por volta do século IV d.C., os códices substituíram os rolos; o papiro foi substituído pelo pergaminho, feito de pele de animais; e, pelo século XII, o papel substituiu o pergaminho.

1. OS AUTÓGRAFOS – MANUSCRITOS ORIGINAIS
Os manuscritos originais dos textos bíblicos não existem mais. Por razões não compreendidas, os primeiros pergaminhos ou papiros que compuseram os primeiros rolos, em que constavam os livros do Antigo Testamento, não foram preservados. Os estudiosos argumentam que se eles tivessem continuado a existir, talvez fossem objeto de idolatria. É provável. Mas sem sombra de dúvida, os manuscritos originais ou os autógrafos, existiram.
E foram eles que deram origem aos manuscritos mais antigos, que chegaram às mãos dos homens que selecionaram os livros da Bíblia, até formarem o cânon sagrado. É importante salientar que a infalibilidade, ou a inerrância da Bíblia, é reivindicada para os manuscritos originais. Se há cópias, é porque houve originais. E estes, tendo sido inspirados por Deus, jamais poderiam conter erros. Cremos que o Espírito Santo atuou na mente dos copistas honestos, de tal forma que não cometessem erros no que tange ao conteúdo espiritual dos textos bíblicos.

2. OS MANUSCRITOS MAIS ANTIGOS
De forma resumida, indicamos alguns dos manuscritos (MSS)5 mais antigos do Antigo Testamento, escritos em hebraico.
1) Códice dos primeiros e últimos profetas. Data de 895 d.C., escrito por Moses Ben Asher. Inclui os livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis; Isaías, Jeremias, Ezequiel, e os Doze.6
2) Códice do Pentateuco. Foi escrito em 916 d.C. Dele, constam apenas os “últimos profetas”. Escrito por Arão, filho de Moses Ben Asher, e está arquivado no Museu Britânico, sob o número 4445.
3) Códice Aleppo. “Contém todo o texto do Antigo Testamento. Copiado por Shelomo Ben Bayaa. Está em Israel, na Universidade hebraica.
4) Rolos do Mar Morto. Foram descobertos em 1947, nas cavernas de Qumran, por um beduíno. É, sem dúvida, o mais importante achado arqueológico sobre os manuscritos do Antigo Testamento. O MS de Isaías, em hebraico, encontrado na caverna nº 01, tem 95% de concordância com o texto da Bíblia hebraica, como conhecemos. Os 5% de erros, encontrados, não afetam o conteúdo fundamental dos livros da Bíblia”.7
Existem muitos manuscritos, do Antigo Testamento, e do Novo Testamento, escritos em grego, tais como:
1) O Códice Vaticano “B”. Data do ano 325 d.C. Nele, o Antigo Testamento é cópia da versão grega da Septuaginta.
2) O Código Sinaítico ou Álefe. Encontra-se arquivado no Museu Britânico. Data de 340 d.C. Foi encontrado no Mosteiro de Santa Catarina, junto ao Monte Sinai. O Governo inglês o adquiriu dos russos, em 1933, por 510.000 dólares.
3) O Códice Alexandrino. Encontra-se no Museu Britânico. Data de 425 d.C. Foi escrito em Alexandria, no Egito.
4) O Códice Efráemi ou “C”. Encontra-se no Museu de Louvre, na França. Data de 345.d.C.
Há uma enorme quantidade de manuscritos antigos, que podem ser conhecidos em livros de Bibliologia.

IV – FALHAS NA TRANSMISSÃO ESCRITA DA BÍBLIA
1. AS FALHAS NAS CÓPIAS DOS MANUSCRITOS
Os textos bíblicos que conhecemos hoje foram escritos, a princípio, nos manuscritos que eram “rolos ou livros, da antiga literatura, escritos à mão. O texto da Bíblia foi preservado e transmitido mediante os seus manuscritos”.8 Segundo estudiosos, há, no mundo, 4000 manuscritos da Bíblia, escritos entre os séculos II e XV.
De acordo com Gilberto9 não há nenhum manuscrito original, “saído das mãos dos escritores”. Os manuscritos, feitos de papiro ou pergaminho, estragaram-se e foram enterrados, como costumavam fazer os judeus, com material que envelhecia. Reis e imperadores, idólatras e inimigos de Deus, faziam questão de destruir tudo o que contivesse a mensagem sagrada. Antíoco Epifânio (175-164 a.C.) não só destruiu Jerusalém, mas deu fim a todas as cópias das Sagradas Escrituras. Certamente, Deus permitiu essa destruição dos autógrafos para que não se tornassem objetos de veneração ou adoração, como ocorreu com relíquias sagradas.
Houve os manuscritos em hebraico, do Antigo Testamento. O mais conhecido é o rolo de Isaías, encontrado em Qumran, próximo ao Mar Morto, em 1947, juntamente com diversos outros manuscritos. O rolo de Isaías confirma o conteúdo do livro do profeta, como consta em nossas Bíblias. Há manuscritos em grego, tanto do Antigo como do Novo Testamento.

2. OS CUIDADOS NAS CÓPIAS DOS MANUSCRITOS
Os manuscritos conhecidos não são originais, mas cópias, elaboradas pelos copistas. Neles, foram constatadas várias falhas, ou erros, apesar das rigorosas regras que eram impostas a esses escribas.
O pergaminho tinha que ser preparado de peles de animais limpos; preparados por judeus, sendo as folhas unidas por fios de peles de animais limpos. A tinta era especialmente preparada. O escriba não poderia escrever uma só palavra de memória. Tinha de pronunciar bem alto cada palavra, antes de escrevê-la. Tinha que limpar a pena com muita reverência antes de escrever o nome de Deus. As letras e as palavras eram contadas. Um erro numa folha inutilizava-a. Três erros numa folha inutilizavam todo o rolo.10
Mesmo assim, os estudiosos, principalmente os críticos, registraram diversos erros na transcrição das cópias das cópias, derivadas dos manuscritos originais. A análise dos manuscritos é objeto dos críticos textuais.
Porém, os erros encontrados nas cópias dos manuscritos, e passados para as traduções, ou versões, dos textos bíblicos, chamados de “variantes textuais”, quando analisados à luz do contexto geral da Bíblia, não comprometem o valor da mensagem sagrada, nem se constituem motivos para descrer na inerrância da Bíblia. A troca de uma letra, numa palavra, poderia causar confusão quanto a seu sentido. Há dois tipos de erros: intencionais (o copista procurava adaptar o texto a outro, e até forçar algum tipo de acomodação doutrinária; e não intencionais (omissão de letras, erros de memória, má iluminação do ambiente, e outros).

Alguns dos erros mais comuns, encontrados nas cópias dos manuscritos, são: Haplografia, quando o copista deixava faltar uma letra, em uma palavra; ditografia, quando o escriba, já idoso, pedia a alguém para ajudá-lo, ditando as palavras do manuscrito, e o copista repetia letras ou palavras; este erro podia ser cometido, mesmo sem a ajuda de uma segunda pessoa; metátese, quando, pelo sono, ou cansaço, o copista invertia duas letras ou palavras. Por isso, vêem-se, em traduções diferentes, expressões aparentemente discrepantes. Por exemplo: Em Mateus 19.24, num manuscrito, há a expressão kamelos, que significa corda, cabo que prende o navio, passando pelo fundo de uma agulha, como ilustração para a dificuldade dos que amam as riquezas entrarem no céu; em outro manuscrito, a palavra traduzida é kamêlos, referindo-se ao animal. Qual o erro? Meramente de grafia. Mas não há erro fundamental no texto. Jesus quis mostrar que é muito difícil um rico, avarento, amante das riquezes, ter condições de ser salvo. Só isso.
Quando isso acontece, o leitor cristão, com humildade, entende que há um erro material, na tradução, mas jamais aceitará que se trate de um erro no conteúdo, na substância, na essência, ou na mensagem que a Bíblia quer nos transmitir. Basta comparar com a finalidade do texto, do livro, ou de toda a Bíblia, e verá que o Deus amoroso para com seus filhos jámais deixaria que algo confuso perturbasse sua fé. Diz a Bíblia: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” (1 Co 14.33).

No Novo Testamento, que é a porção do Livro Sagrado mais atacada pelos críticos da autencidade da Bíblia, foram localizadas, nos manuscritos, mais de 200.000 variantes textuais, ou “erros”. Nessa gama de falhas, há casos de apenas a troca de uma letra (e há milhares de casos assim), e é considerada como erro. No entanto, a análise cuidadosa de cada uma mostrou que, só em 10.000 trechos (2,5%) há falhas consideradas triviais.
Não basta afirmar que a Bíblia é o livro mais preservado, que sobreviveu desde os tempos antigos, mas lembremos também que as variantes de certa importância representam menos da metade de 1% de corrupção textual, e que nenhuma dessas variantes influi em alguma doutrina básica do cristianismo11 (grifos meu).
Quando a alta crítica textual diz que há milhares de variantes, dá a impressão de que a Bíblia é um livro cheio de erros, e não pode ser inerrante. A análise criteriosa, desses erros (“de certa importância”), no entanto, demonstra sem paixão, que eles constituem apenas menos de 0,5% de todo o conjunto da imensa e maravilhosa biblioteca divina, constituída de 66 livros, em mais de mil capitulos e milhares e milhares de letras! Cumpre-se o que Jesus disse: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

Como existem 5000 manuscritos do Novo Testamento, e cerca de 9000 versões e traduções, pode-se afirmar, com segurança, que o texto bíblico não contém erros fundamentais, que comprometam seu conteúdo. Pesquisadores sérios, como “Westcott e Hort, Ezra Abott, Philip Schaff e A.T. Robertson avaliaram com o máximo cuidado as evidências e chegaram à conclusão de que o texto do Novo Testamento tem pureza superior a 99%”!12 Essa avaliação apenas confirma o que a Bíblia diz a respeito de si mesma: “Toda palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele” (Pv 30.5).

Essa pureza que permeia os textos da Bíblia é algo extraordinário. Como livro (versão em português), que contém 66 livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos, 773.692 palavras e 3.566.480 letras, serem encontrados menos de 0,5% (meio por cento) de falhas significativas é algo que corrobora a inspiração de Deus, quanto ao conteúdo original da transmissão de sua Palavra, ao homem, e o cuidado do Espírito Santo no trato com os que se encarregaram de compilar os textos, os manuscritos, e suas cópias, para formar o cânon bíblico.
Só o Decálogo não teve erros, porque foi escrito pelo dedo de Deus. A partir de Moisés, outros escritores vieram, mas foram suscetíveis de cometer erros, na transmissão da mensagem, em termos materiais, ou seja, na tradução das palavras ou na forma de escrever.*

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

E depois do Arrebatamento da Igreja?

De: Milton Adones Vieira
Poucas pessoas crentes entendem dos assuntos relacionados com o arrebatamento da igreja e dos acontecimentos que sucederão durante e após esse evento. Mesmo por que, é um tanto dificíl entender essa parte da Teologia, a qual, é chamada de "Escatologia" (O estudo das últimas coisas). Pois é preciso um bom conhecimento bíblico, muita oração e a luz do Espírito Santo - II Cor 2:9, 10... A revelação para João, na Ilha de Patmos, foi mostrado em três partes ou etapas, as quais são: "Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer" Ap 1:19. João, fielmente relatou no livro da revelação, 1º) A visão majestosa de Cristo, o qual lhe deu ordem a respeito das sete igrejas da Ásia; 2º) Tudo o que estava acontecendo nestas igrejas, em sua época, as quais, também representam a história da igreja em sua trajetória, Ap 2 até o cap. 3. E por fim a 3ª parte, a qual começa a partir do cap. 4: As coisas que depois destas hão de acontecer. Veja bem como começa o cap. 4: "DEPOIS DESTAS COISAS, OLHEI, E VI QUE ESTAVA ABERTA UMA PORTA NO CÉU...!" Ora, a porta se abriu, para entrar a igreja com O REI DA GLÓRIA Sl 24:7 - 10. Depois do arrebatamento, a igreja arrebatada será levada a um lugar não revelado; porém sabemos que Jesus vai levar a sua noiva para o céu, não para outro planeta; para ser julgada. Será no tribunal de Cristo, Rom 14: 10 - 2º Cor 5:10. Ela será julgada por suas obras as quais praticou na terra: comportamento pessoal, comportamento com o proximo e demais irmãos, e para com Deus, não será um julgamento para condenação as bodas do cordeiro, será a grande festa no céu, Ap 19:7...Mt 25:10... a qual o Senhor servirá Lc 12:37 - 22:27. Na terra, após o arrebatamento, começará a grande tribulação. Esse tempo, é chamado na Bíblia, de angústia para Jacó, Jer 30:7. Israel terá de pagar caro por ter rejeitado a Jesus, o seu Messias, e as demais nações também, Mc 13; 19 - Lc 21:25... A grande tribulação começará com guerras, e terminará em guerras (Gogue e Armagedom), Ez 38 - 39 - Zac 12:3 - Ap 16:14. Jesus abrirá o livro com sete selos Ap 6 ao 8, logo após a festa das bodas, que é o casamento de Cristo (o Noivo), com a igreja (a Noiva). Na abertura do 1º selo surgirá um cavalo branco cujo cavaleiro com um arco na mão, e tendo recebido uma coroa, saiu para vencer. Esse não é o messias, mas o falso; pois os judeus sempre sonharam com um messias assim, Jo 5:43 II Tes 2:8 - 12. Uma das provas de que esse cavaleiro não é o Cristo é: ele vem acompanhado de uma comitiva que traz guerra (cavalo vermelho); fome (cavalo preto); morte(cavalo amarelo) Ap 6: 1 - 4. O Messias verdadeiro vem com Glória e acompanhado dos exercitos do Céu, e é Ele quem está abrindo os selos, Ap 19:11 - 15... Durante a abertura dos selos haverá tremendas catastrofes no céu e na terra, ai daqueles que ficarão aqui, Ap 6:12 - 17. Depois dos selos, vem as setes trombetas, durante as quais também haverá terríveis castigos na terra, no mar, nos rios e nas fontes, a água de beber será valorizada como o ouro, milhões de criaturas morrerão nessa época; sem falar nos milhares de demônios que sairão do abismo para atormentar os homens, Ap 8 e 9... Deus mandará também que os seus anjos incumbidos desse trabalho, derramem sobre a tera, sete taças da sua ira, não será diferente dos demais castigos; porém, ai daqueles que estiverem com o sinal da besta e adorarem a sua imagem, Ap 16:1 - 21. O trono da besta será abalado durante a quinta taça da sua ira de Deus, Ap 16:10. A igreja católica também será castigada e envergonhada, isso perto do final da grande tribulação, Ap 17 e 18... No final da grande tribulação Jesus decerá com a igreja glorificada, então Israel O reconhecerá como o verdadeiro Messias Zc 12.12; Ap 1.7. Jesus, Vencedor e revelado ao seu povo, guerreará contra a besta e o falso profeta, vencerá e lança-los-á no lago de fogo, esses dois serão os primeiros a entrar lá, Ap 19:11 - 21. Os mártires, que morreram na grande tribulação e não negaram a Jesus, serão recebidos na glória; serão muito honrados mais não receberão coroas nem farão parte da noiva glorificada. Serão vestidos de vestes brancas e palmas nas mãos Ap 7.9-17. Aqui está apenas um resumo do que vai acontecer depois do arrebatamento. Sobre as duas testemunhas já foi falado na introdução. Prepare-se, Jesus Cristo está às portas. Maranata!AMÉM.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Para refletir - Senhor, não quero ser corrupto!

De: Wagner Antôneo de Araújo (Marcio Melânea em TextosReforma)

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. (Sl 139:23).

Senhor, eu não quero ser corrupto! Livra-me das armadilhas e das tentações nestes tempos de eleições e de corrupção moral em meu país!
Se um político, um prefeito ou um candidato me oferecer um terreno para construir o templo de minha igreja, que não é minha, mas tua, ou a laje para cobri-la, ou a bancada e a decoração, os ventiladores, ar condicionado, forro de gesso, tela e projetor de "datashow", placa gigante e animada e toda a pintura da propriedade, faz-me forte o bastante para dizer NÃO, para lembrar-me que não é assim que tu sustentas o teu trabalho, que tu não precisas do "jeitinho" para "apoiar" o ministério, que o dinheiro do Estado não é para ser usado para fins privados ou religiosos. Que eu me lembre bem das "saias justas" que outros cristãos vestiram, quando aceitaram subornos, carros ou ofertas de política, e que não me esqueça que tenho um Senhor a honrar, que a igreja não é minha, que não tenho o direito de sujá-la com minhas barganhas, que não vendo apoios ou votos em nome de Jesus Cristo.

Se o contrabando e a pirataria me oferecerem aparelhagem de som, informática e vídeo, com um custo baixo e sem impostos, quando eu souber de instrumentos musicais ou de computadores que chegaram ao porto marítimo ao preço de bananas, vendidos por músicos que se dizem cristãos, e que não dão nota porque é material contrabandeado, que eu me lembre de dizer NÃO e que não suje as minhas mãos, mãos que uma vez por todas foram lavadas pelo sangue puro e sem mácula de nosso Senhor Jesus Cristo; que eu não perca a minha dignidade moral e o privilégio de ocupar um púlpito onde se prega a verdade, não só com o que se fala, mas principalmente com o que se vive.

Se eu pregar contra a corrupção, mas puxar um fio do poste de eletricidade para ajudar um irmão, sem pagar a conta, fazendo um "gato temporário", ou ficar devendo no cartão de crédito ou prestações de minhas compras, ou tornar-me assíduo freqüentador do cadastro do SCPC e SERASA, ou receber constantes visitas dos oficiais de justiça, intimando-me a ajustar contas com os credores, lembra-me que sou um discípulo de Cristo, e que fui chamado a ser exemplo dos fiéis, não só no que falo, mas no que vivo, no que compro, no que pago, no que respondo, no que acerto e no que cumpro, e que não tenho o direito de causar escândalo à fé por ser um cidadão desonesto e de vida financeira desequilibrada.
Se eu exigir de outros uma conduta que não tenho, obrigando-os a carregar um fardo que eu nem no pensamento me dou o trabalho de carregar,(insistind o que tenham vida de oração, de leitura da bíblia, de santidade moral, de boa administração do tempo e do dinheiro, de namorar condignamente, de não se embriagarem ou falarem palavrões), lembra-me que não fui chamado para ser um fariseu. Se isto acontecer, Senhor, pesa tua mão sobre mim, e não permite que eu seja um enganador do povo que é teu!

Se eu quiser as benécies do Estado, correndo atrás de lotes em novos povoados, ou de receber em doação terrenos na cidade, ou pedir materiais de alvenaria e pedreiros da prefeitura, ou querer ganhar horários no rádio e na TV em troca de apoio e propaganda, ou fingir piedade e solidariedade para ajudar o próximo, só para me beneficiar de verbas e privilégios junto aos grandes da minha região, lembra-me que Israel vendeu-se ao inimigo e foi destroçada, arrancada de sua terra, tornando-se vergonha para o nome de Deus. Ai de mim, Senhor, se eu, com minha sede de recursos e glórias humanas, te envergonhar também! Que eu caia nas tuas mãos, pois as tuas misericórdias não têm fim, pois tu disciplinas a todos quantos ama!

Se eu mentir para o imposto de renda, fingindo não ter, quando tenho, quando falsificar uma contabilidade em prol de zelar pelos gastos, e roubar o fisco e o povo, quando eu ensinar o povo a burlar a lei, dizendo-lhes que o governo e a justiça fazem isso também; se eu agir como um corruptor, Senhor, revela-me o meu pecado, para que eu não seja pego pelo laço do passarinheiro e pela peste perniciosa, pois o orgulho precede a queda, e aquele que acha estar de pé está também prestes a cair. Ó, Deus, mantém-me de joelhos, pois quem assim está não cai jamais!

Quando eu trocar a glória de Deus pela glória dos homens, buscando estar de bem com as pessoas, ainda que quebrando os princípios das Escrituras Sagradas, quando eu fizer vistas grossas para o adultério, a prostituição, a idolatria, o sincretismo religioso, a corrupção, a injustiça social, a impiedade familiar, a opressão das viúvas e órfãos, desperta em mim, Senhor, o desejo intenso de ser justo, de não temer aos homens, mas a ti, e faz-me agradar-te, mesmo que não agrade a muitos. E que eu condene o mal em mim primeiro, para não me tornar um hipócrita, a ver o cisco dos olhos dos outros, esquecendo-me da trave no meu.

Se eu me tornar um homem sem princípios, vivendo apenas por aquilo que gere resultados, correndo atrás do "crescimento a qualquer custo", se eu vender os meus padrões de culto e de doutrina por qualquer coisa que traga gente para a igreja, não importando o que seja, se para mim o resultado for mais importante que a coerência, então, Senhor, me confronta com o inferno, para que eu veja qual é o destino daqueles que trocam a vida eterna por um simples prato de lentilhas, ou por míseras trinta moedas de prata, e que eu me lembre que a porta do Céu é estreita e que a do inferno é larga, espaçosa e apinhada de gente.
Senhor, não me deixa sujar o nome da tua igreja, não me permite levá-la aos cartórios de protesto, aos tribunais, à vergonha pública, não me permite ser um gerador de má fama à Casa do Senhor, através de um corportamento mesquinho e farisaico, desonesto e bajulador.

Senhor, que eu não proteja os ricos em pecado, das disciplinas necessárias na igreja, nem tampouco puna os pobres e ignorantes, considerando- os desprezíveis e dispensáveis. Que eu saiba discernir entre o bem e o mal, e que não julgue as pessoas pelo dinheiro que têm ou deixam de ter, nem pela cor da pele, nem pela escolaridade, nem pela origem. Assim como o Senhor me acolheu, que eu saiba acolher.

E um dia, Senhor, quando as crianças da igreja crescerem, crianças que me vêem e me ouvem domingo após domingo, que me recebem em suas casas, que festejam meus aniversários e choram meus lutos, que me vêem viajar, retornar, e envelhecer, que essas crianças, ao se tornarem adultas e maduras, possam afirmar solenemente que eu contribui na formação de seu caráter, sua fé, sua disciplina, seu altruísmo, sua dignidade, sua moral. E então, Senhor, dá-me a graça de mirar meu rosto no espelho, e de poder dizer: "OBRIGADO, SENHOR! VALEU À PENA! DESPEDE EM PAZ O TEU SERVO".

Dá-me esta graça, Senhor. Outra coisa não te peço. Amém.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Quanto tempo falta para o Arrebatamento?

De: Milton Adones Vieira
Muitas especulações têm surgido sobre a época desse evento tão esperado neste planeta. Muitos têm sem êxito, tentado marcar data para esse evento. Os sinais que Cristo falou que aconteceriam antes de sua volta, fielmente têm se cumprido. E os falsos cristos, enganadores, e falsificadores da palavra, estão em todos os lugares...! Cristo, porém, mandou que vigiásse-mos, Mt 24:4...26. Jesus falou à multidão que lhe seguia, que as pessoas geralmente no sentido terreno, conhecem a face do tempo, quando vai chover ou não, mas não sabem discernir o tempo que se aproxima, Lc 12:54-57. Por quê? Porque se trata de um problema espiritual, e poucos são espirituais I Cor 3:3... Por outro lado, também, Jesus já deixou claro aos discípulos e aos que viessem crer nele e em sua palavra, que o dia e a hora, ninguém saberia Mt 24:36, nem os anjos e nem o Filho, mas unicamente o Pai. Agora, Jesus já sabe, mas aguarda ordem do Pai. Depois que Jesus ressucitou, Ele subiu ao Pai e recebeu a Glória que antes tinha, e todo o poder no céu e na tera; Ele já não está prezo a um limitado corpo humano, e nada, nada pode ser oculto aos seus olhos Mt 28:18 - João 17:1-5. Antes de Jesus subir ao Céu, os discípulos mais uma vez quiseram saber sobre épocas, mas, era sobre a restauração de Israel e não sobre a sua vinda que eles perguntaram Atos 1:5-7. Jesus respondeu, que não era da competência deles saber sobre tempos e estações e dos planos de Deus com Israel; agora, Ele estava pensando no futuro da sua igreja que seria inaugurada na terra, no dia de pentecoste Lc 24:49 - At 2. Cristo e sua Igreja, é um grande mistério, Ef 5:32. É certo que o tempo de sua volta, já tem chegado, mas existem almas que Ele ainda quer salvar, e a sua noiva ainda não está preparada para recebe-lo. Ela precisa estar em paz com todos e santificada pela palavra, para poder ver o seu Senhor, Heb 12:14 - Ef 5:26, 27. Precisa também, estar revestida do poder, que é o vínculo da perfeição, e aprender a guardar a unidade do Espirito, que é o vínculo da paz, Col 3:15 - Ef 4:3. E, para isso acontecer, não falta muito, pois o Espírito Santo, o encarregado desse serviço, é competente. Ele é o consolador que nos guia em toda a verdade e nos faz lembrar de tudo; o ES, conhece todos os segredos do Altíssimo, I Cor 2:9, 10... Se estivermos ligados com Ele e guiados por Ele, não seremos surpreendidos nesse dia. Elias, era um servo de Deus, cheio do Espírito e do fogo divino, ele e Eleseu sabiam que Deus o arrebataria naquele dia, e os filhos dos profetas também II Reis 2:1-11. Deus manda-nos buscar Espírito de sabedoria e revelação, e os olhos do nosso entendimento devem ser iluminados para entender com todos os santos, os mistérios divinos, Ef 1:17, 18-3:18, 19. O velho Simeão teve a revelação de que não morreria sem primeiro ver a consolação de Israel que é Jesus Cristo, Lc 2:25, 26; ele, era justo e temente a Deus. Enoque que andava com Deus, teve uma revelação da vinda de Jesus em glória, para julgar o mundo ímpio, Jd 14, e isso acontecerá quando Ele voltar com a Igreja, I Cor 6:2-5..Mt 25:31... Enoque com certeza sabia que o Senhor o tomaria, antes do grande dilúvio, Gn 5:22... ( o julgamento do povo daquela época). Deus promete revelar aos seus segredos aos que o temem e o amam, Sl 25:14. Nada Ele faz, sem primeiro revelar aos seus servos os profetas, Amós 3:7. O servo não sabe dos negócios de seu Senhor, mas o amigo sabe; e Jesus nos chamou de amigos; Jo 15:15. A IGREJA está sendo alertada pelo Espírito de Deus, que a hora é chegada! É meia noite! OUVE-SE em todos os lugares que Jesus está voltando, as lâmpadas devem estar acesas e com muito azeite, Mt 25:1-13. Esse dia não deve pegar a igreja prudente de supreza, Lc 21:34... Todavia, Deus tudo fará no seu tempo, não no do homem, leia Ecl 8:5, 6.Obs: Temos que considerar também os termos: Arrebatamento e Aparecimento de Cristo em glória (Revelação); Pois, "Rapio" do Lat. significa a retirada brusca e repentina da igreja aqui deste mundo I Tes 4.13-18 e I Cor 15.51,52 - Esse é o arreb.. Já o termo "Parousia" do gr. se refere à vinda de Cristo em glória, e todo o olho O verá Ap 1.7; Mt 24.27; Mt 26.64,... Existe, também, uma teoria bíblica pré-cristã, chamada hepta-milenar (6000 anos). Ela se baseia nos sete dias em que Deus fez sua obra e descansou, e nos seis dias de trabalho do homem, e o sábado para descansar, Gn 2:2 - Êx 20:8... Veja que um dia é como mil anos pra Deus II Pe 3:8 - Sl 90:4. Estamos fechando 6000 anos de história do homem na terra, o sábado será o milênio? ...! Porém, para nós que fazemos parte da sua igreja - e oxalá que isso seja uma certeza com você também, amado leitor, não interessa o dia ou a hora; sabemos que Jesus está às portas e ansiamos por esse encontro tão esperado II Tm 4.8. Ora vem, Senhor Jesus, maranata. PREPARE-SE!