domingo, 28 de dezembro de 2008

(De: Pr. João A. de Souza Filho)

O tema deste artigo surgiu como fruto de um estudo sério e profundo que realizei sobre o mundo espiritual do Rio Grande do Sul, Estado onde tenho passado a maior parte de meu ministério pastoral. Obviamente que o mundo espiritual daqui não difere de outras partes do Brasil, não fosse um quesito especial: a influência do humanismo e do positivismo do francês Augusto Comte na cultura gaúcha, trazida da França e implantada nestes pagos pela histórica figura de um ex-governador, Júlio de Castilhos e de outros políticos de sua época como Borges de Medeiros e Oswaldo Aranha. O positivismo não aceita nada que seja da área da metafísica ou da teologia. O professor Arnoldo Doberstein que leciona na Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre e que fez um levantamento minucioso das estátuas em prédios e praças ao abordar os monumentos de nosso estado, afirma que os "principais líderes do republicanismo positivista rio-grandense eram confessadamente materialistas e ateus" bem como grande parte da intelectualidade e da sociedade em geral. No positivismo a necessidade de expor os feitos humanos é muito forte, e Arnoldo Doberstein afirma que o estado precisava mostrar grandeza e magnificência, o que ocorreu durante os governos de Julio de Castilhos e Borges de Medeiros, e foram eles os que mais se empenharam em modernizar a Cidade de Porto Alegre (DOBERSTEIM, p 26). Aliado do positivismo, o humanismo é como um grande guarda-chuva que protege e dá cobertura ao pensamento cultural do estado. É o sentimento de que não precisamos da ajuda de ninguém, nem de fora nem mesmo de dentro. E isso é tão forte que respinga sobre a igreja e seus pastores. Apesar do pensamento positivista dispensar o transcendental e o místico - isto é tudo o que tem a ver com fé e religião - coube a Júlio de Castilhos convidar um refugiado africano a se instalar em Porto Alegre. "Atormentado por dores atrozes na garganta, Castilhos empreendeu a conselho de Oswaldo Aranha uma viagem secreta a Pelotas no ano de 1901, em busca de um negro que produzia curas inacreditáveis... Ao se despedir de seu anfitrião, carregava mais três anos de vida, dois a mais do que os médicos tinham lhe prometido. Meses depois, em 4 de abril de 1901, o príncipe e seu séqüito instalavam sua corte na Rua Lopo Gonçalves (em Porto Alegre)". (Jornal Zero Hora). Mas quem é esse homem? Diz a reportagem sobre ele: "Quando o império britânico obrigou Custódio Joaquim de Almeida, rei de Benim, a buscar exílio em terras distantes, ele curvou seus mais de dois metros de altura e jogou os ifás. Os búzios apontaram para o Brasil. Depois de peregrinar em vão pela Bahia e Rio de Janeiro, os ifás indicaram o Rio Grande do Sul como uma espécie de terra prometida, onde o príncipe negro iria cumprir sua grande missão e seria respeitado como o mais forte religioso-político da história. O lugar onde o rei deposto recuperaria o trono". A reportagem insinua que ele exerceu o poder através da esposa de Borges de Medeiros, Carlinda, e influenciou o ainda jovem Getúlio Vargas. Ao estudar a história de como um discípulo de Augusto Comte se rendeu ao poder espiritual de um africano, quando no Estado sequer havia seguidores das religiões afro, pude refletir que, o humanismo e o positivismo sempre se renderão ao que é místico e transcendental. Foi assim com os gregos e romanos. A Grécia, apesar de sua intelectualidade e filosofia se rendia aos poderes mágicos do templo de Delfos, para onde se dirigiam imperadores à busca de predições sobre o futuro de seus governos. Os imperadores romanos não apenas se rendiam a Delfos como freqüentavam a montanha de Sibila, de onde saiu o famoso oráculo sibilino. Os oráculos de Delfo e de Sibila eram parte do cardápio espiritual dos governantes daquela época. Da mesma maneira, nossos presidentes e governadores recorrem aqui no Brasil ao prognóstico de seus líderes espirituais, e como não lhes fica bem participarem das reuniões em seus templos, trazem os líderes para o palácio ou para suas residências.Portanto, se a magia e a capacidade de produzir milagres e de fazer predições convencem o positivista da necessidade de atentar ao que é imaterial e espiritual, temos de recorrer ao evangelho de Cristo, usando do poder e da força que ele nos deu para produzir milagres e levar a sociedade secular e positivista a se render aos pés de nosso Senhor Jesus Cristo. Como a igreja se intimida e não usa de sua autoridade e dos recursos espirituais que lhe foram concedidos por Jesus, ela abre espaço para que as forças do mal atuem livremente entre nossos governantes. No Novo Testamento encontramos a presença de quatro elementos que fizeram a diferença na pregação do evangelho dos primeiros dois séculos: Manifestação do poder de Deus, qualidade de vida pela didaquê, prática da justiça social e unidade dos seguidores de Cristo. Precisarei de mais dois ou três artigos para falar da qualidade de vida, ou ensino apostólico e da justiça social, ou prática das boas obras. Assim, o primeiro e poderoso elemento que encontramos na igreja do primeiro século era a pregação do evangelho com manifestações de milagres e de poder. Se a igreja deixar de usar desta graça concedida por Cristo, facilmente se deixará levar pelo humanismo religioso, aliás, mais pernicioso na igreja que o positivismo, já que este último não tem lugar entre o povo de Deus. Paulo descobriu que um dos alicerces do evangelho do reino de Deus é o poder de realizar milagres. E foi Jesus quem se referiu aos milagres como manifestação do reino de Deus na terra. "Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres" (Mt 11.4-5). Uma igreja não pode, em hipótese alguma, desprezar a manifestação de sinais e prodígios porque através dos milagres as pessoas se voltam para Deus. Paulo e Barnabé se defrontaram com um milagreiro quando estavam na ilha de Chipre; Barjesus não era apenas milagreiro, era assessor político do procônsul Sérgio Paulo. A típica figura do assessor - figura comum - nesses dias entre os políticos brasileiros que não medem esforços de gastar com seus "guias" ou líderes espirituais, tendo-os como gurus ou guias na política. Afinal, quantos são os políticos que se protegem atrás dessas figuras sombrias do mundo espiritual? Os milagres atraem as pessoas para Deus - quando realizados pelo poder de Deus; e para Satanás quando realizados por seus ministros. Um assessor milagreiro era tudo o que queria o procônsul, da mesma forma como muitos políticos e empresários nos dias atuais.Um líder romano vergava-se diante de Barjesus e depois, vendo que Paulo era ainda mais poderoso, desprezou o milagreiro e ouviu a Paulo, servo do Senhor. A propósito, os operadores de milagres deveriam sair do seio da igreja, e não de terreiros do ocultismo.No Novo Testamento uma palavra define essa energia espiritual, é energema, na maioria das vezes traduzida como "poder" ou "eficácia". O comentarista Strongs afirma que a palavra "energema" refere-se a energia de Deus ou do Diabo! "E qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder..." (Ef 1.19). No caso da igreja a "energia" ou poder de operar milagres vem de Deus! No caso de Barjesus sua capacidade de operar milagres provinha do Diabo! "Ora, o aparecimento do anticristo é segundo a eficácia de Satanás" afirma Paulo (2 Ts 2.9). Há uma energia espiritual em Deus, mas também em Satanás que se opõe a tudo o que é de Deus. Em todos os confrontos descritos na Bíblia e ao longo da história cristã, Deus sempre vence!A igreja conta com essa capacidade de operar milagres pelo poder de Deus, uma capacitação concedida a todos os que crêem. Certamente que uma das maneiras do evangelho ser aceito numa sociedade pluralista - em que há tantos deuses e filosofias - é manifestando o poder de Deus. Um evangelho sem operação de milagres, curas e manifestações de poder a ninguém convence. Porque apelará apenas ao intelecto. Paulo fala deste poder em 1 Coríntios 4.20: "porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder". E a palavra poder aqui é "dínamo", algo que vem de dentro para fora. Poder de Deus residente em nós. Por isso, ouso afirmar que a igreja para vencer, seja aqui ou noutro lugar, tem de operar milagres e viver nas manifestações de poder. As manifestações de poder e de milagres são a resposta de Deus a uma sociedade humanista e positivista que poderá se render a Cristo ao vir as manifestações de Deus na terra. Teoricamente, os humanistas e positivistas não aceitam a metafísica, isto é, nada que seja empírico, que tenha relação de alma e espírito ou espiritual. Apesar disso, vale observar como o humanismo e o positivismo, ao contrário do que pregavam seus filósofos, se rende ao místico. Como aconteceu durante o período de Julio de Castilhos em que ele se rendeu a atuação mística do africano Custódio Joaquim de Almeida, a sociedade se renderá ao poder de Deus. É inexplicável, por exemplo, o que acontece no governo ateu de Fidel Castro, na ilha de Cuba. A santeria, ou o candomblé de lá é aceito pelo governo como uma espécie de religião nacional. Eu mesmo fiquei surpreso ao descer no aeroporto de Havana e ver que os turistas são recepcionados pelo pessoal da santeria. Enquanto os evangélicos são vítimas de uma perseguição branca em Cuba, com os pastores tendo seus passos cuidadosamente controlados pela polícia, a santeria é livre. Observe o interesse da sociedade européia - humanista e secular, que despreza a igreja - pelo sobrenatural. Como pode uma sociedade render-se às obras de J.K.Rowling e o menino-bruxo Harry Potter? Na realidade o ser humano não consegue se desvencilhar - por mais que queira - da busca de sua identidade espiritual. Até mesmo os positivistas e humanistas rendem-se diante do sobrenatural. E se renderão ao virem as manifestações do poder de Deus na vida da igreja!Paulo descobriu que de nada adiantava discutir filosofia com os gregos. Em Atenas, viu seus esforços frustrados, e não deixou ali igreja. Os seguintes textos são importantes: "Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência, por palavra e por obras, por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo" (Rm 15.18-19). "Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos" (2 Co 12.12)."Porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. Vocês sabem como procedemos entre vocês, em seu favor" (1 Ts 1.5)."Deus também deu testemunho dela por meio de sinais, maravilhas, diversos milagres e dons do Espírito Santo distribuídos de acordo com a sua vontade" (Hb 2.4)."Nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios, mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus" (1 Co 1.23-24). Ver ainda 1 Co 2.1-5. A igreja precisa aprender a dispor dessa grande arma evangelizadora que é o poder de Deus. Os milagres são importantes e são uma obrigatoriedade do povo de Deus numa sociedade humanista. Mas a sociedade aceita bem o milagre se este vir acompanhado de um segundo aspecto: a qualidade de vida do povo de Deus, tema que abordarei em outro artigo. Estas manifestações do poder de Deus, nem preciso comentar, eram fruto de uma vida de oração constante. Antes de abordar o segundo aspecto, deixe-me dizer que, uma igreja que ora é uma igreja de poder. A igreja do livro de Atos vivia em oração. Os apóstolos também. Pouca oração, afirmam os pregadores, pouco poder; muita oração, mais poder. De Milton Adones Vieira: "Eu sempre sonhei com uma igreja com as mesmas características daquela mostrada em Atos do Apóstolos, e sempre acreditei que é possível. Uma igreja com união, amor, testemunho, muita oração e muito poder. Onde os servos do Senhor, por mais usados e ousados nas mãos de Deus, não atraiam para si a glória e a honra; mas para o Senhor Jesus. Não mercantilizavam o evangelho e não valorizavam a lã mais do que a ovelha. Naquela igreja apostólica, fundada por Cristo Mt 16.18 e continuada pelos seus apóstolos At 1.1, eram valorizados e priorizados - A Palavra de Deus At 6.2; O Espírito Santo At 15.28; O Nome de Jesus Cristo Jo 14.14; Fl 2.9-11. Além dessas prioridades, haviam outras muito importantes e que talvez estejam esquecidas no seio de muitas denominações ditas evangélicas. Eis o motivo de não se ouvir mais falar de milagres, prodígios e maravilhas nessas "igrejas". Eu acredito que Jesus, através do Santo Espírito, mudará, e já está mudando este quadro.

A Volta de Cristo à terra

(De: Bible Truth Discission Forum) por Milton Adones Veira

Você acredita na Bíblia? Se acredita, é obrigado a acreditar que Cristo, que visivelmente deixou a terra há 1900 anos atrás, voltará outra vez, e se manifestará pessoalmente entre os homens, para completar a grande tarefa que Deus lhe incumbiu. 1. Porque a Bíblia regista que anjos declararam aos apóstolos que ele voltaria da mesma forma que foi: "E, estando eles (os apóstolos) com os olhos fitos no céu. Enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles, e lhes perguntaram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Este Jesus que dentre vós foi assunto ao céu, assim virá do modo como o vistes subir" (Atos1:10,11). Se Cristo "assim virá do modo como o vistes subir" ele voltará pessoalmente, visivelmente, e literalmente, porque foi literal, visível, e pessoal que os apóstolos o viram subir.* 2. Porque testemunha que Jesus próprio, repetidamente o disse quando esteve na terra, que embora Ele tivesse que partir, Ele voltaria outra vez: Porque o Filho do homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras" (Mateus 16:27). Numa parábola em que Jesus se intitula como um "certo homem nobre", Jesus disse: "Certo homem nobre partiu para uma terra distante, com o fim de tomar posse de um reino, e voltar...Quando ele voltou, depois de haver tomado posse do reino, mandou chamar os servos" (Lucas 19:12-15). A razão de Cristo ter partido mostra-nos a natureza da sua volta. Isso não significa a expansão da sua doutrina, porque ele pergunta: "Quando vier o Filho do homem, achará porventura fé na terra? (Lucas 18:8), e isso também não significa que o seu povo esteja morto, porque Paulo fala daqueles que hão de estar vivos e restarem a quando da vinda do Senhor (1 Tessalonicences 4:15), e desses diz que não "dormirão" (1 Coríntios 15:51).* 3. Porque nos reporta que os apóstolos nos seus discursos proclamaram o facto da sua volta. Pedro disse: "E que envie Ele (Deus) o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca de seus santos profetas desde a antiguidade" (Atos 3:20,21). Paulo disse: "Quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder...Quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram...Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas?" (2 Tessalonicences 1:7,10; 2:5). Se os apóstolos pregaram a volta de Cristo, não devia essa volta ser prégada hoje em dia? Esta éra deve toda a verdade que ainda possui acerca de Cristo, ao ensino dos apóstolos no primeiro século.* 4. Porque nas suas epístolas, os apóstolos referem-se ao acontecimento como uma esperança a aguardar e segura. "Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus (Tito 2:13). ... Aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação (Hebreus 9:28). ...A corôa da justiça...a todos quantos amam a sua vinda (2 Timóteo 4:8). ...Que há-de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino (2 Timóteo 4:1). ...Sêde sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo (1 Pedro 1:13).* 5. Porque os profetas predizem a sua vinda em poder e grande glória. "E todos os profetas, a começar com Samuel, assim como todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias" (Atos 3:24) ("estes dias" referem-se "aos tempos de restauração" quando Deus enviar "o Cristo", como também nos dias quando ele andou entre os homens como o profeta Moisés - compare versículo 20). "...Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do homem" (Daniel 7:13). "...O Senhor virá em fogo, e os seus carros como um remoinho, para tornar a sua ira em furôr, e a sua repreensão em chamas de fogo" (Isaías 66:15). NÃO EXPLIQUE ESTAS DECLARAÇÕES Alguns dizem que têm um significado figurativo. Tal idéia é impedida pela natureza literal do primeiro aparecimento de Cristo, o qual foi também objeto de profecia antes de tal ter acontecido. Verifique outra vez todas as profecias que predizem o primeiro aparecimento de Cristo; estude os factos do seu primeiro aparecimento na luz destas profecias, e você verá que é impossível consistentemente dar qualquer outra interpretação-a não ser a literal-às profecias da sua segunda manifestção. E considere como é importante que faça um exame às Escrituras quanto a este assunto, em vista dos fatos acima atestados, para que os benefícios individuais da sua volta sejam para todos os "que o aguardam", e para "todos quantos amam a sua vinda" II Tm 4.8. Obs. Eu, Milton Adones, creio firmemente que Jesus Cristo está às portas Mt 25.13; Ap 2.11; sua volta para arrebatar a sua noiva é iminente. Eu, escrevo sobre sua vinda e o final dos tempos, componho hinos de louvor e que falam de sua volta; falo e anuncio esta grande verdade. O maior acontecimento que o mundo está para contemplar, será o arrebatamento da igreja - espiritual, santa e preparada Tt 2.12-15, e digo, não será com grande euforia ou prazer; mas com lamentos e ais. Mas nós, se formos fiéis até àquele dia, estaremos adentrando nos portais eternos, nas mansões eternas, para ficarmos para sempre com Nosso Amado Senhor e Deus Eterno. Glórias a Deus. "Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. ..." Sl 24.7-10. Você que visita este blog, estás preparado para esse encontro? Se ainda não está, há tempo; se arrependa e aceite a Jesus Cristo como teu único Salvador e Senhor At 16.31, Jo 1.12; At 4.12; Rm 1.16. Amém.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O Natal que muitas nações não podem ter!

De: Missões Portas Abertas, para mim.

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."Isaías 9.6.

Olá, Milton. O nascimento do Senhor Jesus nos presenteou com o suficiente Salvador. Esse é o melhor dos presentes que se pode ganhar. No entanto, nós podemos presentear nossos irmãos perseguidos na noite de Natal. Lembre-se dos nossos irmãos da Etiópia, que precisam das nossas orações neste Natal. Ore pelos irmãos na China, que não podem festejar o Natal com descontração, pois são constantemente vigiados. Muitos cristãos no Iraque fugiram do seu país em busca de segurança e deixaram suas famílias para trás. Na Índia, as celebrações públicas de Natal foram canceladas e devem ser feitas discretamente. Para celebrar o Natal com alguma segurança, nossos irmãos da Colômbia terão de despistar os líderes das guerrilhas e celebrar a data em outros lugares. Cristãos da Nigéria crêem que o Natal é uma oportunidade maravilhosa para se pregar o evangelho. Louve a Deus pela vida deles. Milton, o Maravilhoso Conselheiro, o Deus Forte, o Pai da Eternidade, o Príncipe da Paz tem fortalecido todos os que professam a fé em Cristo. Vamos agradecer pela salvação e nos lembrar dos nossos irmãos que mantém a fé a um preço muito alto. Feliz Natal!

Renata Éboli - para Milton A. Vieira.

Você, caro amigo, que está visitando este blog, seja muito abençoado hoje e sempre; mas com Jesus no coração. Se ainda não O aceitou, aceite hoje como teu Único Salvador e Senhor da tua vida. E você que já é cristão, vamos nos lembrar de nossos irmão perseguidos pelo mundo afora, onde não há a liberde que aqui, temos. Leia: Ef 5.1,2; I Tes 1.1-10; I Pe 4.12,13. Amém.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Final dos tempos



De: Milton Adones Vieira

Estamos em pleno século XXI, o tempo está passando muito depressa e coisas espantosas estão acontecendo em vários lugares do planeta. A expectativa aumenta na humanidade sobre o que acontecerá com este mundo e seus habitantes. "Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus" Rm 8.19. Na verdade a natureza parece estar desgovernada, os quatros elementos e a humanidade estão em pânico: pois além das guerras, há fogo (vulcões, etc), enchentes, terremotos e tempestades em todo lugar. Mas tudo isso, é necessário que aconteça, mas não é o fim, Mat 24.6...! Muitos já se preocupam com as previsões e falsas profecias que jamais se comprirão, pois os videntes e adivinhos, que sem êxito, têm tentado prever o futuro que nos aguarda, não estão buscando informações na fonte das revelações que é a Biblia! "Buscai no livro do Senhor, e lede. Nenhuma destas coisas falhará, ...pois a sua própria boca o ordenou..." Isaias 34.16. O fim do mundo ou final dos tempos, segundo a teologia bíblica, é o término do programa estabelecido por Deus para a dimensão física de sua obra. Segundo os ensinamentos de Cristo e de S.Paulo, o fim do mundo só acontecerá depois do juizo Final, é a ceifa; e os ceifeiros serão os anjos, Mat 13.39-Ap 20.11, Antes disso Cristo voltará para levar os que lhe esperam e amam a sua vinda, será o rapto da Igreja fiel, II Tes 4.13-18-II Tim 4.8, isso sim está perto! Logo após um tempo de grande tribulação, em que o falso-cristo se manifestar e os castigos do apocalipse fore derramados, Cristo governará a terra por mil anos, será um tempo de muita paz e felicidade, Is 35.1...-Ap 20.1... Então, depois de Cristo submeter todo o poder contrário, e vencer o último inimigo que é a morte, então será o fim I Cor 15.24-28. ASSIM ESTÁ ESCRITO NO LIVRO DE DEUS! "Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tribulação que há de vir sobre todo o mundo..." Ap 3.10.

ACEPÇÃO DE PESSOAS?


De: Milton Adones Vieira.

Acepção de pessoas no meio secular é algo normal, pois as pessoas não têm Deus e não foram transformadas pelo poder do Evangelho, ainda. Mas no meio evangélico, entre o povo de Deus? Mas infelismente essa praga, esse vírus do inferno, passeia livre no meio dos crentes que dizem-se sábios e que vão morar no céu! Sei não. lá só entra quem se tornar como criança, e aqui for o menor, humilde, de mãos limpas e coração puro Mt 18.1-5; I Pe 5.6; Sl 24.3. Todavia, os títulos e atributos, graus e níveis acadêmicos, que irão ficar aqui, vão sempre na frente de muitos que galgaram um patamar mais elevado, em detrimento de outros que não tiveram a mesma sorte, porém, também foram chamados, eleitos, capacitados pelo Senhor Jesus II Cor 3.5. Quem tem um anel de doutorado, um terno importado, um bom dízimo, tem sempre um lugar mais elevado, uma saudação mais calorosa, e uma atenção melhor. Não é verdade? Deve-se dar honra a quem merece é verdade, mas essa honra tem que ser dada a todos, e com entendimento Rm 12.7; I Pe 2.17; Sl 49.20. Mas se chegar na igreja, em um dia festivo ou outro qualquer, um mendigo, ou qualquer pessoa com vestes velhas, cheirando mal, mas que realmente precisam da salvação, em Jesus; muda tudo! Alguém até murmura: "esse, tinha que vir logo hoje?". Tem gente que pensa em sua mente soberba e egocêntrica, que as igrejas centrais - sede, templos, catedrais, é um lugar dos crentes da elite. Pode isso? Como será considerado os títulos terrenos, diante do Rei dos reis, no Tribunal de Cristo? Peço aos que lerem este comentário não me levem a mal, não é desabafo e nem direcional; este comentário é para alertar os "Grandes", Que Jesus disse: "Graças te dou, ó Pai,...que ocultas-tes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos". Vejam o que Jesus falou de João Batista Mt 11.11. O que disse aos escribas e fariseus Mt 23. 2,12. Leia mais Mt 20.26. E Paulo, que preferia ser chamado de servo de Jesus Cristo, e considerava os outros superior a ele, e essas coisas como esterco, depois que conheceu a Jesus Fl 1.1; 3.5-8; I Cor 15.9. Tiago não aprovou esse tipo de tratamento no meio do povo de Cristo Tg 2.1-9. "Quanto menos àquele, que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obras de suas mãos" Jó 34.19. Deus o Pai, gosta de colocar o seu Tesouro (Cristo, o Espírito Santo e os dons espirituais) em vasos de barro II Cor 4.7. Eu quero sempre ser um vaso de barro nas mãos do meu Deus - o Oleiro por exelência. Apesar de sofrer muito por causa desse mal que é a acepção de pessoas, jamais quero tratar meu semelhante assim. Estou usando meu nome como exemplo, mas isso acontece com milhares de pessoas talentosas e usadas por Deus, que, por serem pobres e humildes, não têm chance de crescer, mostrar e exercer seu ministério. Quero dizer aos grandes músicos e cantores "gospel", que Davi tocava uma rude harpa, e cantava salmos de sua autoria, que aparentemente só as ovelhas de seu pai ouviam; mas aquele simples louvor, porém de coração, tocou o próprio o Deus que o chamou para ser rei do seu povo Israel. Moisés e Miriã, com apenas um tamboril, fizeram uma multidão cantar e dançar à beira mar, em louvor a Deus Êx 15.1-20. Tão especial foi aquele louvor, que será cantado novamente na vitória sobre a besta, desta vez à beira dum mar de vidro e fogo Ap 15.1-8. Digo, também, aos sábios, teólogos, P.H.Ds e D.Ds, que - a Bíblia Sagrada que vocês estudam, pregam e escrevem livros e comentários baseando-se nela, foi escrita por pessoas simples, muitas sem cultura nenhuma. Camponeses, plantadores de sicômoros, pescadores e cobradores de impostos..., mas eram cheios do E. Santo Mq 3.8; At 13.9, e de humildade, a qual ia adiante da honra Pv 15.33. Paulo, o mais nobre e mais sábio dos apóstolos, vejam o que ele escreveu e aprendam com ele: I Cor 1.26-29; II Cor 10.17,18. "Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas" Rm 2.11. Quero orar neste momento! "Jesus Cristo, me ajude a aprender contigo a ser manso e humilde de coração. Me ensina a seguir tuas pisadas, Senhor. A ser imitador de Paulo, assim como ele O imitava. Não permitas que eu faça acepção de pessoas, principalmente de meus irmãos na fé. Dai-me graça, Senhor, em nome de Jesus, amém". Se você conhece alguém que faz ou já sofreu esse tipo de discriminação, por favor, ajude-o conforte-o - e mostre este blog - divulgue-o para a glória de Deus.

sábado, 8 de novembro de 2008

Defender a fé é o mesmo que julgar?

{TextosReforma} Márcio Melânea - do Autor: Robson T. Fernandes

Muitas pessoas têm se perguntado sobre a essência de se defender a fé. Se ao fazê-lo não se estaria julgado a pessoa que traz um ensino não condizente com a Sagrada Escritura. Em geral, fora da igreja evangélica, ao se lançar questionamentos na área religiosa cria-se uma polêmica acompanhada de debates acirrados, pois têm-se ensinado que devemos respeitar a religiosidade dos povos, e por isso não se deve questionar o estilo e opção religiosa de ninguém, para que assim consiga-se caminhar rumo a um ecumenismo mundial, alicerçado na tolerância e aceitação da pluralidade de religiões. Em geral, no seio da Igreja Cristã Evangélica, ao se falar sobre os conflitos doutrinários do Russelismo, Mormonismo, Espiritismo, Islamismo, Catolicismo e outras seitas e religiões em comparação com a Bíblia Sagrada, cria-se um debate esclarecedor e geralmente proveitoso na elucidação de dúvidas e no ensino prático da doutrina bíblica. O fato é que nos últimos tempos muitos denominados integrantes da igreja evangélica têm aderido a filosofia secular, em se tratando do debate religioso, e na defesa de seus pontos de vista particulares têm-se utilizado até a própria Escritura na tentativa de fazer cessar esse abordagem. Por diversas vezes afirma-se que aqueles que adentram na apologética (arte de defender a fé) tornam-se guerreiros insuportáveis na convivência, exagerados no ensino, extremistas em seus dogmas e exacerbados em seu discurso. Por diversas vezes afirma-se que "apontar" os erros das demais religiões e "denunciar" aqueles que têm distorcido a Bíblia Sagrada é o mesmo que julgar, e para isso se fazem utilizar de textos bíblicos como "Não julgueis, para que não sejais julgados". (Mt 7:1) Entendemos que, talvez, isso se dê pelo fato de colocar-se em uma posição de cuidado para não sofrer o julgamento de Deus. Entretanto, tal atitude também pode ser identificada como omissão, e ainda como conivência.Ao fazer tal afirmação, "Não julgueis, para que não sejais julgados" Jesus nos traz esclarecimentos valiosos, que são bem convenientes para esse assunto. Vejamos o texto completo:

"Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão". (Mt 7:1-5)
Em primeiro lugar, se julgar – nesse sentido – é errado, então aqueles que reprovam os que combatem heresias também estão julgando. Estão julgando os apologistas. Em segundo lugar, o julgamento condenado por Jesus no texto bíblico é o julgamento hipócrita, ou seja, condenar-se a prática errada dos outros sem que antes se corrija a própria vida, pois muitas vezes condena-se os outros sem que se observe a própria prática de coisas piores. Em terceiro lugar, Jesus não reprova o julgamento em si, propriamente dito, pois Ele mesmo diz, no mesmo texto que se deve tirar "primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão".

Observe bem que Jesus diz que após corrigir-se o próprio erro pode-se então auxiliar o outro na correção. O problema é que muitos não desejam a correção, mas anseiam por continuar em suas práticas erradas.Em quarto lugar, o próprio Jesus nos orienta no correto julgamento, livre da hipocrisia, pois dos versículos 15 a 20 Ele mesmo nos dá orientações sobre como proceder em um julgamento reto e justo, observando os frutos e discernindo falsos profetas vestidos de ovelhas.

O profeta Jeremias nos apresenta um problema, ao afirmar que coisa horrenda estava acontecendo porque o povo estava gostando. Todavia, ele inquire o povo perguntando- lhe o que seria feito a respeito. O povo de Deus deveria fazer algo! Ora, para se tomar uma atitude é necessário se observar com atenção e responsabilidade, e depois se proceder a um julgamento, no qual as medidas cabíveis devem ser tomadas por amor ao Senhor e compromisso com Sua Palavra.
"Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra. Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?" (Jr 5:30-31)
O apóstolo João nos diz que não é pecado julgar, desde que se faça sem partidarismo, interesse próprio nem preconceito, mas que se proceda o julgamento através da reta justiça, e nada melhor para guiar tal julgamento do que a Palavra de Deus, que é reta e justa.
"Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça" (Jo 7:24)
O apóstolo Paulo nos diz que não é pecado julgar, já que um dia haveremos de julgar até mesmo o próprio mundo. Todavia, este julgamento deve ser feito segundo os princípios de Deus, segundo a Sua Sagrada Palavra.
"Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?" (1 Co 6:2-5)
O mesmo apóstolo Paulo, falando aos gálatas, disse que enfrentou o apóstolo Pedro cara a cara, porque este tornou-se repreensível. Ainda, Paulo fez tal repreensão publicamente, porém, de acordo com o que está escrito no Evangelho.
"E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?" (Gl 2:11-14)

Por diversas vezes encontramos a orientação bíblica sobre o julgamento, principalmente no que se refere a preservação da boa doutrina bíblica.Primeiro, a BÍBLIA nos diz que devemos averiguar aquilo que é ensinado:
"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo". (1Jo 4:1)
Segundo, a BÍBLIA nos diz que devemos notar, ou seja, destacar publicamente aqueles que têm trazido ensinos errados:
"Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu... Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe". (2 Ts 3:6,14)
Terceiro, a Bíblia nos exorta para que busquemos uma doutrina bíblica sadia:
"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério". (2 Tm 4:1-5)

Quarto, o fato de ocorrerem conversões através das pregações de hereges não significa que está se pregando uma palavra genuinamente bíblica:
"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade".
O fato é que Jesus Cristo disse que essas pessoas (Mt 7:22-23) NUNCA foram ovelhas de Seu rebanho, e mais, disse que o que estavam fazendo era iniqüidade (pecado) pois Ele disse "vós que praticais a iniqüidade".Com isso, devemos analisar com muita integridade bíblica a qualidade e conteúdo das pregações e ensinos que são passadas para o povo de Deus, observando se estão de acordo com a Escritura Sagrada.Essa prática é louvada pela própria Bíblia (At 17:11), e deve ser exercida não só pelos denominados apologistas, pastores e professores, mas por todo aquele que deseja ter uma vida de fidelidade e comunhão com o Senhor, segundo os princípios bíblicos.

O apóstolo Paulo disse que poderíamos julgar aquilo que ouvimos, segundo a Escritura Sagrada, e disse mais, que até os seus próprios ensinos poderiam e deveriam ser confrontados com a Escritura Sagrada.
"Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo". (1Co 10:15)

"...mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema". (Gl 1:7-9).
Com certeza, se fosse nos dias atuais talvez algumas pessoas escrevessem para Paulo dizendo que ele não podia chamar ninguém de maldito. Não é mesmo? Afinal de contas, ele não poderia julgar ninguém. Ora, o próprio Paulo se coloca a disposição para ser confrontado com Escritura Sagrada e diz mais, se até ele ensinasse algo que fosse além do que está na Escritura Sagrada poderia ser chamado de maldito. Como estudantes da Bíblia podemos analisar os ensinos e mostrar os erros, a luz da Escritura. Entretanto, nos deparamos com aqueles que afirmam que apresentar a verdadeira face dos hereges e de suas heresias é errado. É julgar o próximo. Com isso, entendemos que tais pessoas têm optado por posicionar-se ao lado daqueles que tais coisas praticam e ensinam, porque o próprio Jesus disse que "ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom" (Mt 6:24). Caso contrário, têm optado por outro pecado, o pecado da omissão. A omissão de ver alguém no erro, e permanecer calado, imparcial e neutro. Tudo em nome de uma distorcida adoração. A isso eu denomino de pecado de Pilatos, pois por não desejar se envolver resolve lavar as mãos.

O ato de mostrar o erro e lutar por uma doutrina bíblica e saudável é bíblica e isso em nenhum momento é visto como um julgamento distorcido e sem apoio Escriturístico. Se faz necessário entender que a Igreja de Cristo é a coluna da VERDADE!

"Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1Tm 3:15)
O crente é exortado a apresentar-se a Deus aprovado, tendo um bom testemunho ("não tem de que se envergonhar" ) e conhecendo e ensinando bem a Sagrada Escritura ("maneja bem a palavra da verdade").
"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2Tm 2:15).

"O problema é que, hoje em nossos dias, poucos corajosos e abnegados servos de Deus estão dispostos a pagar o preço que os homens de Deus pagaram por dizerem a averdade e defenderem a Verdadeira mensagem e doutrina bíblica. Jermias, foi para o calabouço, passou a pão e água Jr 20...; Elias, foi chamado de perturbador de Israel I Rs 18.18, e foi ameaçado de morte por Jezabel; João Batista, esse perdeu a cabeça - literalmente Mt 14.1-11; E Paulo, apóstolo, foi decapitado II Tm 4.8. Todos esses heróis de Deus e na fé, sofreram perseguições tremendas, e morreram por defenderem a Verdade - a Fé". (Texto acresc. por Milton Adones Vieira, autor do blog: adones@comentários-escriturísticos )
Deus continue te abençoando.

-- Márcio Melânia
"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."(2 Coríntios 13 : 11).

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Que tipo de vaso eu sou?


"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a exelência do poder seja de Deus, e não de nós" II Cor 4.7. Paulo reconhecia que o ministério que recebeu do Senhor, foi pela misericórdia a ele concedida, e era por isso que ele não desfalecia. Ele reconhecia também, que a exelência e o sucesso do seu ministério, não era advindo de sua capacidade; era o Tesouro de Deus colocado nele: Jesus, sendo Paulo um simples vaso de barro. Não se gloriar em si mesmo, mas gloriar-se no Senhor era uma das característica mais louváveis do Apóstolo. Aliás, ele sentia prazer e se gloriava nas fraquezas, não em seu potencial teológico ou de competência humana. Pois pela graça a ele concedida em razão do espinho em sua carne e outras tantas aflições que passou, quando se sentia fraco, justamente nessas horas estava forte II Cor 12.7-10. Que belas lições para nós que, vez por outra, cantamos, falamos ou pregamos sobre ser: "Um vaso de barro". Mas Paulo não só se referiu a vasos de barro, ele falou em sua segunda carta a Timíteo 2.20,21, o seguinte: "Ora numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra...". Poucas explicações claras são dadas a estes versículos, todavia, com muita humildade, pois reconheço o limite de minha compreensão teológica, quero comentar segundo o meu ponto de vista. A grande casa de que Paulo falava pode ser a casa de Deus I Tm 3.15, isto é, as igrejas locais - denominações espalhadas por toda a terra. Alguns estudiosos dizem que "a grande casa" é o mundo, onde estão pessoas de todo o tipo; vasos para a honra e outros para desonra. Ambas as teorias ou interpretações estão alinhadas e de acordo com exegese bíblica, acredito eu. Mas temos aqui quatro tipos de vasos nesta grande casa: vasos de ouro, de prata, de pau e de barro. No verso seguinte (21) começa surgir uma luz, já que destes vasos todos, se alguém se purificar das coisas que Paulo aconselhou Timóteo evitar, seria considerado vaso de honra, santificado e idôneo para uso do Senhor da casa - Deus. Sabemos que no templo de Salomão havia vasos de cobre, de prata e de ouro, e estes foram levados para Babilônia por Nabucodonosor II Rs 24.8-13. Nos dias de Daniel, Belsazar pegou os vasos de ouro e de prata e com os seus grandes bebeu neles diante dos deuses deles, e essa atitude desagradou ao Senhor Dn 5. 1-5,23. Vimos aqui que um vaso de ouro ou de prata é alvo desejado por quem quem quer roubar e destruir Jo 10.10. Mas um vaso de barro, não chama muito atenção, não é mesmo? Porém, seu valor é grande para quem o usa e precisa guardar alguma coisa nele, para ser conservada. Notamos também que Deus tem preferência por vasos de barro. Pois Ele é um oleiro por exelência, veja: "Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai: nós o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos" Is 64.8. Ver também Jr 18.1-6. Um vaso de madeira pode ser o crente imaturo, que ainda não atingiu a fé, as obras e a santificação que são exigidas pelo Senhor; ele ainda é fraco Rm 14.1 e 15.1, e se o colocar num forno com fogo muito forte, vai virar cinza. Em Rm 9.21 e 22 encontramos o oleiro fazendo de uma mesma massa vasos para honra e outros para desonra. Creio significar que Deus transforma a velha natureza adâmica em nova criatura em Cristo Jesus II Cor 5.17. Na velha natureza éramos vasos destinados para a ira, agora estamos livres dessa ira I Tes 5.9. Mas voltando ao vaso de barro. Desde o processo de fabricação até ao ponto de ser usado, um vasos de barro passa por vários estágios, alguns até bastante complicados. O profeta Jeremias nos dá uma oprtunidade de ver esse processo Jr 18.1-6. É preciso muita água, para ser modelado pelas mãos do oleiro; tem que estar no centro da roda, e rodar ou rodear até ficar perfeito. Não para por aí, para ser feita a base, o vaso tem que ficar de cabeça para baixo. Muitas vezes nossa vida parece estar assim; é o oleiro do céu trabalhando em nós. E depois de pronto, para ficar resistente e no ponto certo precisa de muito fogo. Para resumir: Se quisermos ser vasos de honra, devemos nos purificar das imundíces que o mundo oferece, e deixar a Palavra de Deus que também é tesouro, nos aperfeiçoar e nos santificar. Para nos tornarmos vasos de barro e instrumentos para uso do Senhor, devemos deixar o oleiro trabalhar em nós, a água é a Palavra e a ação do Espírito Santo. Precisamos estar no centro da vontade do Pai (girar na roda). E finalmente, quando já estamos modelados, ainda falta o fogo Ml 3.2; Pv 17.3; 25.4. Não é fácil, não é mesmo? Mas vale a pena! Um vaso de ouro numa casa, para quem pode possuir - e Deus pode, é um objeto de enfeite e para ser contemplado pelo dono... Isto fala de nós como filhos amados de Deus cumprindo a sua vontade; Ele nos contempla e se agrada de nós Mt 3.17; Jó 1.8. Mas um vaso de barro, como falei no início, depois do processo todo, é objeto de uso para o dono. Isto nos fala de nós como servos do Senhor, prontos para ser usado em suas mãos. Eu estou contente em ser um vaso de barro nas mãos do meu Senhor. Que Ele possa depositar o seu Tesouro em mim, e os dons espirituais, ministério, unção, virtude, etc. Queres ser também um vaso de barro, para Jesus te usar, e quando estiveres no centro de sua vontade, Ele vai te contemplar e se deleitar em ti! Queres? Nessa hora serás para Deus como um vaso de ouro ou de prata! Ou, que tipo de vaso queres ser? leias: Is 45.9; 29.16; 30.14.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A NOSSA MISSÃO, NOSSO DEVER E O NOSSO PODER

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem cer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" Mc 16.15,16. "...Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre" At 13.3,4. "Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda força do inimigo, e nada vos fará dano algum" Lc 10.19.
Esta é a nossa missão; temos que cumpri-la, é uma ordem imperativa do Senhor Jesus Mt 2819; Mc 16.15. É preciso ser chamado, capacitado e ter virtude, graça, unção e poder Rm 8.28; II Cor 3.4-6; Mt 10.1, e depois, então, é necessário jejum e oração. Então, feito isso, é só ir: navegando, voando, de carro, a pé, etc, mas é preciso ir! Jesus já nos deu poder e autoridade Mt 10.1; At 1.8. De três maneiras podemos fazer missões: Orando, contribuindo, ou indo. De que maneira eu e você estamos obedecendo a ordem do Senhor?

Se esperarmos as coisas melhorar, vai ser difícil, pois temos um adversário que quer a todo custo nos impedir I Cor 16.9.
Se almejamos primeiro consagração ou reconhecimento do homem, é melhor reconhecermos que não temos tal chamada, nem a chama missionária arde em nós. Lc 9.23,24.

Se trabalhamos no anonimato aqui, seremos aclamado pelos anjos ali nas mansões celestiais, quando, diante do Tribunal de Cristo recebermos completo galardão II Cor 5.10.
E, se mesmo sem reconhecimento fazemos com amor e abnegação a obra do Mestre, não esperando recompensa dos homens, com cereteza as nossas obras serão como ouro, prata e pedras preciosas, que não se consomem com o fogo do Espírito I Cor 3.12-15; recebendo então, inteiro galardão e a posição de noiva do Cordeiro Ap 22.12; 19.7; Sl 45.13-15.

Por isso vos digo: "Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa" II Cr 15.7. Amém.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Nossa Confissão de Fé e nossa missão.


(Texto copiado de "Celebrando Deus) Obrigado!

Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

A AUTORIDADE E PODER DA BÍLBIA


Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.

A UNICIDADE E A UNIVERSALIDADE DE CRISTO

Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como "o Salvador do mundo" não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.

A NATUREZA DA EVANGELIZAÇÃO

Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.

A RESPONSABILIDADE SOCIAL CRISTÃ

Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.

A IGREJA E A EVANGELIZAÇÃO

Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.

É PRECISO COOPERAÇÃO NA EVANGELIZAÇÃO

Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de experiências.

TEM QUE HAVER UM ESFORÇO CONJUGADO DE IGREJAS NA EVANGELIZAÇÃO

Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua eficácia como parte da missão da igreja.

A URGÊNCIA DA TAREFA EVANGELÍSTICA

Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.

EVANGELIZAÇÃO E CULTURA

O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.

EDUCAÇÃO E LIDERANÇA

Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiáticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.

CONFLITO ESPIRITUAL

Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e postestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A igreja tem que estar no mundo; o mundo não tem que estar na igreja.

LIBERDADE E PERSEGUIÇÃO

É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem impedimentos. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal do Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que foram injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos esqueçamos de que Jesus nos preveniu de que a perseguição é inevitável.

O PODER DO ESPÍRITO SANTO

Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.

O RETORNO DE CRISTO

Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.

CONCLUSÃO

Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Um estudo sobre as "Dez Virgens"

“ENTÃO o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo...” Mt 25.1-13. Aqui nesta parábola há uma séria advertência à vigilância constante, mas não é só vigiar e esperar o esposo; é necessário estar com as lâmpadas acesas e com sobra de azeite nas vasilhas. Parece-nos que Jesus falava de um tempo futuro daquele em que viviam, quando pronunciou a palavra “será semelhante”, ao invés de “é semelhante” como quando, começava as outras parábolas. Esse tempo é hoje – é para nós da undécima hora. O Senhor Jesus nos ensina através desta parábola uma importante lição de como esperá-lo. É um vasto campo de estudo e de interpretação, muitas explicações e teorias são dadas, algumas até bem fora da exegese bíblica. Porém a Bíblia, a Palavra de Deus, se interpreta por ela mesmo.
Vamos, com humildade e oração e sempre dependendo inteiramente da ajuda do Espírito Santo, analisar versículo por versículo desta parábola, para darmos uma explicação aceitável a quem deseja aprender mais. Mas tem que ser em conformidade com as regras de interpretação, com a hermenêutica bíblica e com o Autor - Jesus. Ele falou de dez virgens porque que se referia à totalidade dos salvos, e não a uma parte deles. O número dez fala de completude, totalidade e exatidão Ap 2.10; Êx 20.1-17; Dn 1.20.
Ao comparar o reino dos céus com dez virgens que, ao tomar suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo, ele estava falando de todos os que crêem Nele. Virgens, aqui nesta parábola e em quase todos os sentidos fala de pureza, separada, imaculada, etc II Cor 11.2; Ef 5.26,27. Se fossem pecadoras ou ímpias jamais seriam consideradas virgens e não sairiam a encontrar-se com o esposo; já que Este representa Cristo Jo 3.29; Ap 19.7. Todas elas tinham lâmpadas e estavam acesas. Lâmpadas, aqui, significa espírito recriado, nascido de novo, transformado Pv 20.27; Jo 3.6; Ef 4.23,24. Cinco prudentes e cinco loucas quer dizer que, entre os salvos existem os prudentes e os néscios; os fortes e os fracos; os enfermos na fé e os de muita fé, Leia: Rm 14.1 e 15.1; Jo 20.24-27; Mt 15.28. “Ora numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra” II Tm 2.20,21. Estes versículos confirmam o que digo.
Eis o motivo que fez com que cinco das dez virgens não fossem prudentes como as outras – faltava-lhes azeite em depósito nas vasilhas, nada mais Mt 25.2-4. Diz esta parábola que o esposo tardou a chegar, e por causa dessa demora, todas elas, loucas e prudentes tosquenejaram e adormeceram. Se fosse o caso das loucas perderem a salvação por dormirem na hora em que deveriam vigiar, e se esse “dormir” significasse apostatar na fé, as prudentes também teriam pecado e ficado para trás. Dormir, na Bíblia, além de significar apostasia, fraqueza espiritual Ef 5.14; I Tes 5.6, significa também, morrer Jo 11.11; At 13.36; Mc 5.39,40.
Logo então, quer dizer simbolicamente que elas morreram (morte natural) esperando Ct 5.2, mas à meia noite – tempo em que estamos vivendo, de escuridão e trevas espirituais, quando tocar última a trombeta, todas se levantarão e sairão ao encontro do esposo Jo 5.25,28; I Tes 4.16; I Cor 15.20-23. Diz o texto que, elas ainda prepararam suas vasilhas depois de se levantar. Isto não é para quem não é salvo, mas para quem, mesmo sem azeite em reserva, esperavam o esposo. Muitos dizem que Jesus está tardando em voltar, os ímpios e zombadores até nos chamam de fanáticos e loucos por falarmos que Jesus vem em breve II Pd 3.3-5. Muitos crentes estão dormindo o sono da indolência, estão secos, não se preocupam em serem cheios do Espírito Santo, mas continuam sendo cristãos. É preciso se despertar enquanto é tempo para não apostatarem da fé, o que é pecado I Tm 4.1; Ef 5.14; Rm13.12-14.
Quando as virgens loucas ao se levantarem perceberam que não tinham mais azeite e suas lâmpadas se apagavam, pediram às prudentes, mas essas não as deram; mandaram as loucas comprar azeite. Se elas negaram azeite às loucas, essa atitude, poderia ser considerado um pecado de omissão, e que tornaria as prudentes pecadoras, mas elas não pecaram, segundo o texto em estudo.
O que isso quer dizer: é que cada um deve buscar o revestimento espiritual hoje, enquanto há tempo, e o ser cheio do Espírito é uma questão individual de cada um. Além disso, há um preço a pagar, veja: Pv 23.23; Ap 3.18, e mais: oração, jejum, consagração, dedicação, abnegação, etc. A salvação é de graça Ef 2.8,9, os dons espirituais são gratuitos; porém, buscá-los e ser fervoroso e cheio do Espírito Santo, servindo ao Senhor, é de nossa responsabilidade Mt 6.33; Cl 3.2; Rm 12.11; Ef 5.18; I Cor 14.1. Alguns estudiosos dizem que as virgens loucas comprariam o azeite com as duas oliveiras que serão as duas testemunhas durante a primeira parte da grande tribulação Zc 4.1-14; Ap 11.1-4.
Para isso acontecer, as loucas deveriam ficar para trás, no arrebatamento; mas se analizarmos o texto todo em estudo, entenderemos que não será assim - elas ouviram a voz, se levantaram e saíram ao encontro do esposo. Esse “tempo” enquanto elas foram comprar azeite e quando voltaram o esposo já havia chegado, as prudentes entraram e a porta já tinha sido fechada, é que traz o desfecho desta parábola. O tempo para encher-se do Espírito é agora, hoje – depois será tarde demais. O material usado para a construção do nosso edifício espiritual I Cor 3.12-15, e que contará pontos diante do tribunal de Cristo, temos que comprar agora, ainda é tempo. Pode significar, também, a escolha da esposa do Noivo, dentre os salvos (a igreja) lá na glória, assim como os reis escolhiam suas mulheres Et 2.1-20. Wim Malgo, grande escritor, defendia esta teoria.
Assim como Deus formou Eva de uma das costelas de Adão (do corpo de Adão), Jesus Cristo, o segundo Adão, também poderá escolher sua esposa do meio da igreja ou de uma parte dela que é seu corpo I Cor 12.12-14; Ef 5.23-32. Aqueles que realmente amam a Jesus e desejam estar com Ele e que, para isso, pagam um preço caro para manterem-se cheios do Azeite Divino, que trabalham com dedicada abnegação e vigilância; esses com certeza entrarão com o Esposo Celestial para o lugar de intimidade e delicias eternas Ct 2.4-10; Sl 45.14,15. Os outros que, mesmo estando salvos da condenação, mas que suas obras foram feitas com material queimável: madeira, feno e palha, não foram fervorosos, não vigiaram e nem se despertaram quando havia oportunidade, esses ficarão de fora; serão virgens não escolhidas, mas não perderão a salvação Jo 6.37. Quando voltaram as virgens loucas e perceberam que a porta estava fechada, elas clamaram para que o Senhor abrisse-a, mas de dentro de seu aposento respondeu: “... Em verdade vos digo que vos não conheço” Mt 25.12.
Aqui neste versículo está a chave dos erros de interpretação, principalmente dos radicais que condenam uma alma por qualquer coisa, gostam de assustar ao invés de advertir. Se elas, estando dormindo, ouviram o grito – a chamada, e saíram a encontrar-se com o esposo, se eram virgens (puras), se possuíam suas lâmpadas acesas até adormecerem com as prudentes; mas por não terem azeite sobrando, ficaram de fora. Ora, foi essa atitude e displicência que as tornou irreconhecível aos olhos do Senhor, e desqualificou-as para entrar nas núpcias; nenhum outro pecado cometeram. Note que o Senhor não as exclui e nem diz: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” Mt 25.41; isso sim é condenar – é perder a salvação.
Eu ouvi muitas pregações sobre os 50% que serão salvos, baseados nesta parábola e em Mt 24.40,41 e etc. Se dois estão no campo trabalhando e duas estão moendo e só um será tomado e outro deixado, não quer dizer que a metade da igreja será arrebatada; mas que, só aquele que estiver preparado, vigiando, será raptado. De tudo o que aprendemos através deste estudo, duas lições muito importantes nos é ensinada: Buscarmos com zelo o Espírito Santo; encher-nos Dele, e Também, sermos vigilantes. Uma parábola é uma comparação, uma alegoria, em que Jesus tomando como base um fato terreno e conhecido humanamente, transmitia ensinamentos eternos à sua igreja. E esta parábola foi deixada para a igreja militante e que espera a vinda do Senhor e que precisa ser pura, vigilante, ter a lâmpada acesa; mas, principalmente ter azeite sobrando.
É a grande verdade e não podemos negar, que para sermos arrebatados, deveremos estar vigiando, como uma vida ativa espiritualmente: “Não sejais vagarosos no cuidado: sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor”. Graças a Deus por nos dar a oportunidade de ainda nos despertar e sermos cheios do Espírito Santo. Leia o versículo chave desta parábola: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”, e mais: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” Mt 25.13; 24.42.