segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Que tipo de vaso eu sou?


"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a exelência do poder seja de Deus, e não de nós" II Cor 4.7. Paulo reconhecia que o ministério que recebeu do Senhor, foi pela misericórdia a ele concedida, e era por isso que ele não desfalecia. Ele reconhecia também, que a exelência e o sucesso do seu ministério, não era advindo de sua capacidade; era o Tesouro de Deus colocado nele: Jesus, sendo Paulo um simples vaso de barro. Não se gloriar em si mesmo, mas gloriar-se no Senhor era uma das característica mais louváveis do Apóstolo. Aliás, ele sentia prazer e se gloriava nas fraquezas, não em seu potencial teológico ou de competência humana. Pois pela graça a ele concedida em razão do espinho em sua carne e outras tantas aflições que passou, quando se sentia fraco, justamente nessas horas estava forte II Cor 12.7-10. Que belas lições para nós que, vez por outra, cantamos, falamos ou pregamos sobre ser: "Um vaso de barro". Mas Paulo não só se referiu a vasos de barro, ele falou em sua segunda carta a Timíteo 2.20,21, o seguinte: "Ora numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra...". Poucas explicações claras são dadas a estes versículos, todavia, com muita humildade, pois reconheço o limite de minha compreensão teológica, quero comentar segundo o meu ponto de vista. A grande casa de que Paulo falava pode ser a casa de Deus I Tm 3.15, isto é, as igrejas locais - denominações espalhadas por toda a terra. Alguns estudiosos dizem que "a grande casa" é o mundo, onde estão pessoas de todo o tipo; vasos para a honra e outros para desonra. Ambas as teorias ou interpretações estão alinhadas e de acordo com exegese bíblica, acredito eu. Mas temos aqui quatro tipos de vasos nesta grande casa: vasos de ouro, de prata, de pau e de barro. No verso seguinte (21) começa surgir uma luz, já que destes vasos todos, se alguém se purificar das coisas que Paulo aconselhou Timóteo evitar, seria considerado vaso de honra, santificado e idôneo para uso do Senhor da casa - Deus. Sabemos que no templo de Salomão havia vasos de cobre, de prata e de ouro, e estes foram levados para Babilônia por Nabucodonosor II Rs 24.8-13. Nos dias de Daniel, Belsazar pegou os vasos de ouro e de prata e com os seus grandes bebeu neles diante dos deuses deles, e essa atitude desagradou ao Senhor Dn 5. 1-5,23. Vimos aqui que um vaso de ouro ou de prata é alvo desejado por quem quem quer roubar e destruir Jo 10.10. Mas um vaso de barro, não chama muito atenção, não é mesmo? Porém, seu valor é grande para quem o usa e precisa guardar alguma coisa nele, para ser conservada. Notamos também que Deus tem preferência por vasos de barro. Pois Ele é um oleiro por exelência, veja: "Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai: nós o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos" Is 64.8. Ver também Jr 18.1-6. Um vaso de madeira pode ser o crente imaturo, que ainda não atingiu a fé, as obras e a santificação que são exigidas pelo Senhor; ele ainda é fraco Rm 14.1 e 15.1, e se o colocar num forno com fogo muito forte, vai virar cinza. Em Rm 9.21 e 22 encontramos o oleiro fazendo de uma mesma massa vasos para honra e outros para desonra. Creio significar que Deus transforma a velha natureza adâmica em nova criatura em Cristo Jesus II Cor 5.17. Na velha natureza éramos vasos destinados para a ira, agora estamos livres dessa ira I Tes 5.9. Mas voltando ao vaso de barro. Desde o processo de fabricação até ao ponto de ser usado, um vasos de barro passa por vários estágios, alguns até bastante complicados. O profeta Jeremias nos dá uma oprtunidade de ver esse processo Jr 18.1-6. É preciso muita água, para ser modelado pelas mãos do oleiro; tem que estar no centro da roda, e rodar ou rodear até ficar perfeito. Não para por aí, para ser feita a base, o vaso tem que ficar de cabeça para baixo. Muitas vezes nossa vida parece estar assim; é o oleiro do céu trabalhando em nós. E depois de pronto, para ficar resistente e no ponto certo precisa de muito fogo. Para resumir: Se quisermos ser vasos de honra, devemos nos purificar das imundíces que o mundo oferece, e deixar a Palavra de Deus que também é tesouro, nos aperfeiçoar e nos santificar. Para nos tornarmos vasos de barro e instrumentos para uso do Senhor, devemos deixar o oleiro trabalhar em nós, a água é a Palavra e a ação do Espírito Santo. Precisamos estar no centro da vontade do Pai (girar na roda). E finalmente, quando já estamos modelados, ainda falta o fogo Ml 3.2; Pv 17.3; 25.4. Não é fácil, não é mesmo? Mas vale a pena! Um vaso de ouro numa casa, para quem pode possuir - e Deus pode, é um objeto de enfeite e para ser contemplado pelo dono... Isto fala de nós como filhos amados de Deus cumprindo a sua vontade; Ele nos contempla e se agrada de nós Mt 3.17; Jó 1.8. Mas um vaso de barro, como falei no início, depois do processo todo, é objeto de uso para o dono. Isto nos fala de nós como servos do Senhor, prontos para ser usado em suas mãos. Eu estou contente em ser um vaso de barro nas mãos do meu Senhor. Que Ele possa depositar o seu Tesouro em mim, e os dons espirituais, ministério, unção, virtude, etc. Queres ser também um vaso de barro, para Jesus te usar, e quando estiveres no centro de sua vontade, Ele vai te contemplar e se deleitar em ti! Queres? Nessa hora serás para Deus como um vaso de ouro ou de prata! Ou, que tipo de vaso queres ser? leias: Is 45.9; 29.16; 30.14.

Um comentário:

  1. Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo, irmão Milton Adones Vieira!

    Exímio relato, amado, e de fundamental reflexão para todos aqueles que se predispõem a servirem ao Rei Jesus...

    Mas, em especial, frisamos a expressão: “a excelência do poder seja de Deus, e não de nós”, assim, seja qual for o tipo de vaso, o primordial é que é tudo para a honra, para a glória, para o louvor, para a exaltação do nome santo do Senhor!

    E isto, infelizmente não estamos presenciando nas igrejas que ora se espalham pelo mundo através de seus maiorais, pois estes querem para si a glória, com suas nomenclaturas eclesiásticas, seus colarinhos brancos, posturas de homens supremos, donos da verdade...

    Mas, rogamos a Deus para que, possa ver em nós vasos dispostos a descer ao Oleiro...

    Fraternalmente.
    James.
    http://jesusmaioramor.blogspot.com/

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