segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Que tipo de vaso eu sou?


"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a exelência do poder seja de Deus, e não de nós" II Cor 4.7. Paulo reconhecia que o ministério que recebeu do Senhor, foi pela misericórdia a ele concedida, e era por isso que ele não desfalecia. Ele reconhecia também, que a exelência e o sucesso do seu ministério, não era advindo de sua capacidade; era o Tesouro de Deus colocado nele: Jesus, sendo Paulo um simples vaso de barro. Não se gloriar em si mesmo, mas gloriar-se no Senhor era uma das característica mais louváveis do Apóstolo. Aliás, ele sentia prazer e se gloriava nas fraquezas, não em seu potencial teológico ou de competência humana. Pois pela graça a ele concedida em razão do espinho em sua carne e outras tantas aflições que passou, quando se sentia fraco, justamente nessas horas estava forte II Cor 12.7-10. Que belas lições para nós que, vez por outra, cantamos, falamos ou pregamos sobre ser: "Um vaso de barro". Mas Paulo não só se referiu a vasos de barro, ele falou em sua segunda carta a Timíteo 2.20,21, o seguinte: "Ora numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra...". Poucas explicações claras são dadas a estes versículos, todavia, com muita humildade, pois reconheço o limite de minha compreensão teológica, quero comentar segundo o meu ponto de vista. A grande casa de que Paulo falava pode ser a casa de Deus I Tm 3.15, isto é, as igrejas locais - denominações espalhadas por toda a terra. Alguns estudiosos dizem que "a grande casa" é o mundo, onde estão pessoas de todo o tipo; vasos para a honra e outros para desonra. Ambas as teorias ou interpretações estão alinhadas e de acordo com exegese bíblica, acredito eu. Mas temos aqui quatro tipos de vasos nesta grande casa: vasos de ouro, de prata, de pau e de barro. No verso seguinte (21) começa surgir uma luz, já que destes vasos todos, se alguém se purificar das coisas que Paulo aconselhou Timóteo evitar, seria considerado vaso de honra, santificado e idôneo para uso do Senhor da casa - Deus. Sabemos que no templo de Salomão havia vasos de cobre, de prata e de ouro, e estes foram levados para Babilônia por Nabucodonosor II Rs 24.8-13. Nos dias de Daniel, Belsazar pegou os vasos de ouro e de prata e com os seus grandes bebeu neles diante dos deuses deles, e essa atitude desagradou ao Senhor Dn 5. 1-5,23. Vimos aqui que um vaso de ouro ou de prata é alvo desejado por quem quem quer roubar e destruir Jo 10.10. Mas um vaso de barro, não chama muito atenção, não é mesmo? Porém, seu valor é grande para quem o usa e precisa guardar alguma coisa nele, para ser conservada. Notamos também que Deus tem preferência por vasos de barro. Pois Ele é um oleiro por exelência, veja: "Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai: nós o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos" Is 64.8. Ver também Jr 18.1-6. Um vaso de madeira pode ser o crente imaturo, que ainda não atingiu a fé, as obras e a santificação que são exigidas pelo Senhor; ele ainda é fraco Rm 14.1 e 15.1, e se o colocar num forno com fogo muito forte, vai virar cinza. Em Rm 9.21 e 22 encontramos o oleiro fazendo de uma mesma massa vasos para honra e outros para desonra. Creio significar que Deus transforma a velha natureza adâmica em nova criatura em Cristo Jesus II Cor 5.17. Na velha natureza éramos vasos destinados para a ira, agora estamos livres dessa ira I Tes 5.9. Mas voltando ao vaso de barro. Desde o processo de fabricação até ao ponto de ser usado, um vasos de barro passa por vários estágios, alguns até bastante complicados. O profeta Jeremias nos dá uma oprtunidade de ver esse processo Jr 18.1-6. É preciso muita água, para ser modelado pelas mãos do oleiro; tem que estar no centro da roda, e rodar ou rodear até ficar perfeito. Não para por aí, para ser feita a base, o vaso tem que ficar de cabeça para baixo. Muitas vezes nossa vida parece estar assim; é o oleiro do céu trabalhando em nós. E depois de pronto, para ficar resistente e no ponto certo precisa de muito fogo. Para resumir: Se quisermos ser vasos de honra, devemos nos purificar das imundíces que o mundo oferece, e deixar a Palavra de Deus que também é tesouro, nos aperfeiçoar e nos santificar. Para nos tornarmos vasos de barro e instrumentos para uso do Senhor, devemos deixar o oleiro trabalhar em nós, a água é a Palavra e a ação do Espírito Santo. Precisamos estar no centro da vontade do Pai (girar na roda). E finalmente, quando já estamos modelados, ainda falta o fogo Ml 3.2; Pv 17.3; 25.4. Não é fácil, não é mesmo? Mas vale a pena! Um vaso de ouro numa casa, para quem pode possuir - e Deus pode, é um objeto de enfeite e para ser contemplado pelo dono... Isto fala de nós como filhos amados de Deus cumprindo a sua vontade; Ele nos contempla e se agrada de nós Mt 3.17; Jó 1.8. Mas um vaso de barro, como falei no início, depois do processo todo, é objeto de uso para o dono. Isto nos fala de nós como servos do Senhor, prontos para ser usado em suas mãos. Eu estou contente em ser um vaso de barro nas mãos do meu Senhor. Que Ele possa depositar o seu Tesouro em mim, e os dons espirituais, ministério, unção, virtude, etc. Queres ser também um vaso de barro, para Jesus te usar, e quando estiveres no centro de sua vontade, Ele vai te contemplar e se deleitar em ti! Queres? Nessa hora serás para Deus como um vaso de ouro ou de prata! Ou, que tipo de vaso queres ser? leias: Is 45.9; 29.16; 30.14.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A NOSSA MISSÃO, NOSSO DEVER E O NOSSO PODER

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem cer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" Mc 16.15,16. "...Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre" At 13.3,4. "Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda força do inimigo, e nada vos fará dano algum" Lc 10.19.
Esta é a nossa missão; temos que cumpri-la, é uma ordem imperativa do Senhor Jesus Mt 2819; Mc 16.15. É preciso ser chamado, capacitado e ter virtude, graça, unção e poder Rm 8.28; II Cor 3.4-6; Mt 10.1, e depois, então, é necessário jejum e oração. Então, feito isso, é só ir: navegando, voando, de carro, a pé, etc, mas é preciso ir! Jesus já nos deu poder e autoridade Mt 10.1; At 1.8. De três maneiras podemos fazer missões: Orando, contribuindo, ou indo. De que maneira eu e você estamos obedecendo a ordem do Senhor?

Se esperarmos as coisas melhorar, vai ser difícil, pois temos um adversário que quer a todo custo nos impedir I Cor 16.9.
Se almejamos primeiro consagração ou reconhecimento do homem, é melhor reconhecermos que não temos tal chamada, nem a chama missionária arde em nós. Lc 9.23,24.

Se trabalhamos no anonimato aqui, seremos aclamado pelos anjos ali nas mansões celestiais, quando, diante do Tribunal de Cristo recebermos completo galardão II Cor 5.10.
E, se mesmo sem reconhecimento fazemos com amor e abnegação a obra do Mestre, não esperando recompensa dos homens, com cereteza as nossas obras serão como ouro, prata e pedras preciosas, que não se consomem com o fogo do Espírito I Cor 3.12-15; recebendo então, inteiro galardão e a posição de noiva do Cordeiro Ap 22.12; 19.7; Sl 45.13-15.

Por isso vos digo: "Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa" II Cr 15.7. Amém.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Nossa Confissão de Fé e nossa missão.


(Texto copiado de "Celebrando Deus) Obrigado!

Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

A AUTORIDADE E PODER DA BÍLBIA


Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.

A UNICIDADE E A UNIVERSALIDADE DE CRISTO

Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como "o Salvador do mundo" não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.

A NATUREZA DA EVANGELIZAÇÃO

Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.

A RESPONSABILIDADE SOCIAL CRISTÃ

Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.

A IGREJA E A EVANGELIZAÇÃO

Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.

É PRECISO COOPERAÇÃO NA EVANGELIZAÇÃO

Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de experiências.

TEM QUE HAVER UM ESFORÇO CONJUGADO DE IGREJAS NA EVANGELIZAÇÃO

Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua eficácia como parte da missão da igreja.

A URGÊNCIA DA TAREFA EVANGELÍSTICA

Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.

EVANGELIZAÇÃO E CULTURA

O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.

EDUCAÇÃO E LIDERANÇA

Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiáticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.

CONFLITO ESPIRITUAL

Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e postestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A igreja tem que estar no mundo; o mundo não tem que estar na igreja.

LIBERDADE E PERSEGUIÇÃO

É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem impedimentos. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal do Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que foram injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos esqueçamos de que Jesus nos preveniu de que a perseguição é inevitável.

O PODER DO ESPÍRITO SANTO

Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.

O RETORNO DE CRISTO

Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.

CONCLUSÃO

Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Um estudo sobre as "Dez Virgens"

“ENTÃO o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo...” Mt 25.1-13. Aqui nesta parábola há uma séria advertência à vigilância constante, mas não é só vigiar e esperar o esposo; é necessário estar com as lâmpadas acesas e com sobra de azeite nas vasilhas. Parece-nos que Jesus falava de um tempo futuro daquele em que viviam, quando pronunciou a palavra “será semelhante”, ao invés de “é semelhante” como quando, começava as outras parábolas. Esse tempo é hoje – é para nós da undécima hora. O Senhor Jesus nos ensina através desta parábola uma importante lição de como esperá-lo. É um vasto campo de estudo e de interpretação, muitas explicações e teorias são dadas, algumas até bem fora da exegese bíblica. Porém a Bíblia, a Palavra de Deus, se interpreta por ela mesmo.
Vamos, com humildade e oração e sempre dependendo inteiramente da ajuda do Espírito Santo, analisar versículo por versículo desta parábola, para darmos uma explicação aceitável a quem deseja aprender mais. Mas tem que ser em conformidade com as regras de interpretação, com a hermenêutica bíblica e com o Autor - Jesus. Ele falou de dez virgens porque que se referia à totalidade dos salvos, e não a uma parte deles. O número dez fala de completude, totalidade e exatidão Ap 2.10; Êx 20.1-17; Dn 1.20.
Ao comparar o reino dos céus com dez virgens que, ao tomar suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo, ele estava falando de todos os que crêem Nele. Virgens, aqui nesta parábola e em quase todos os sentidos fala de pureza, separada, imaculada, etc II Cor 11.2; Ef 5.26,27. Se fossem pecadoras ou ímpias jamais seriam consideradas virgens e não sairiam a encontrar-se com o esposo; já que Este representa Cristo Jo 3.29; Ap 19.7. Todas elas tinham lâmpadas e estavam acesas. Lâmpadas, aqui, significa espírito recriado, nascido de novo, transformado Pv 20.27; Jo 3.6; Ef 4.23,24. Cinco prudentes e cinco loucas quer dizer que, entre os salvos existem os prudentes e os néscios; os fortes e os fracos; os enfermos na fé e os de muita fé, Leia: Rm 14.1 e 15.1; Jo 20.24-27; Mt 15.28. “Ora numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra” II Tm 2.20,21. Estes versículos confirmam o que digo.
Eis o motivo que fez com que cinco das dez virgens não fossem prudentes como as outras – faltava-lhes azeite em depósito nas vasilhas, nada mais Mt 25.2-4. Diz esta parábola que o esposo tardou a chegar, e por causa dessa demora, todas elas, loucas e prudentes tosquenejaram e adormeceram. Se fosse o caso das loucas perderem a salvação por dormirem na hora em que deveriam vigiar, e se esse “dormir” significasse apostatar na fé, as prudentes também teriam pecado e ficado para trás. Dormir, na Bíblia, além de significar apostasia, fraqueza espiritual Ef 5.14; I Tes 5.6, significa também, morrer Jo 11.11; At 13.36; Mc 5.39,40.
Logo então, quer dizer simbolicamente que elas morreram (morte natural) esperando Ct 5.2, mas à meia noite – tempo em que estamos vivendo, de escuridão e trevas espirituais, quando tocar última a trombeta, todas se levantarão e sairão ao encontro do esposo Jo 5.25,28; I Tes 4.16; I Cor 15.20-23. Diz o texto que, elas ainda prepararam suas vasilhas depois de se levantar. Isto não é para quem não é salvo, mas para quem, mesmo sem azeite em reserva, esperavam o esposo. Muitos dizem que Jesus está tardando em voltar, os ímpios e zombadores até nos chamam de fanáticos e loucos por falarmos que Jesus vem em breve II Pd 3.3-5. Muitos crentes estão dormindo o sono da indolência, estão secos, não se preocupam em serem cheios do Espírito Santo, mas continuam sendo cristãos. É preciso se despertar enquanto é tempo para não apostatarem da fé, o que é pecado I Tm 4.1; Ef 5.14; Rm13.12-14.
Quando as virgens loucas ao se levantarem perceberam que não tinham mais azeite e suas lâmpadas se apagavam, pediram às prudentes, mas essas não as deram; mandaram as loucas comprar azeite. Se elas negaram azeite às loucas, essa atitude, poderia ser considerado um pecado de omissão, e que tornaria as prudentes pecadoras, mas elas não pecaram, segundo o texto em estudo.
O que isso quer dizer: é que cada um deve buscar o revestimento espiritual hoje, enquanto há tempo, e o ser cheio do Espírito é uma questão individual de cada um. Além disso, há um preço a pagar, veja: Pv 23.23; Ap 3.18, e mais: oração, jejum, consagração, dedicação, abnegação, etc. A salvação é de graça Ef 2.8,9, os dons espirituais são gratuitos; porém, buscá-los e ser fervoroso e cheio do Espírito Santo, servindo ao Senhor, é de nossa responsabilidade Mt 6.33; Cl 3.2; Rm 12.11; Ef 5.18; I Cor 14.1. Alguns estudiosos dizem que as virgens loucas comprariam o azeite com as duas oliveiras que serão as duas testemunhas durante a primeira parte da grande tribulação Zc 4.1-14; Ap 11.1-4.
Para isso acontecer, as loucas deveriam ficar para trás, no arrebatamento; mas se analizarmos o texto todo em estudo, entenderemos que não será assim - elas ouviram a voz, se levantaram e saíram ao encontro do esposo. Esse “tempo” enquanto elas foram comprar azeite e quando voltaram o esposo já havia chegado, as prudentes entraram e a porta já tinha sido fechada, é que traz o desfecho desta parábola. O tempo para encher-se do Espírito é agora, hoje – depois será tarde demais. O material usado para a construção do nosso edifício espiritual I Cor 3.12-15, e que contará pontos diante do tribunal de Cristo, temos que comprar agora, ainda é tempo. Pode significar, também, a escolha da esposa do Noivo, dentre os salvos (a igreja) lá na glória, assim como os reis escolhiam suas mulheres Et 2.1-20. Wim Malgo, grande escritor, defendia esta teoria.
Assim como Deus formou Eva de uma das costelas de Adão (do corpo de Adão), Jesus Cristo, o segundo Adão, também poderá escolher sua esposa do meio da igreja ou de uma parte dela que é seu corpo I Cor 12.12-14; Ef 5.23-32. Aqueles que realmente amam a Jesus e desejam estar com Ele e que, para isso, pagam um preço caro para manterem-se cheios do Azeite Divino, que trabalham com dedicada abnegação e vigilância; esses com certeza entrarão com o Esposo Celestial para o lugar de intimidade e delicias eternas Ct 2.4-10; Sl 45.14,15. Os outros que, mesmo estando salvos da condenação, mas que suas obras foram feitas com material queimável: madeira, feno e palha, não foram fervorosos, não vigiaram e nem se despertaram quando havia oportunidade, esses ficarão de fora; serão virgens não escolhidas, mas não perderão a salvação Jo 6.37. Quando voltaram as virgens loucas e perceberam que a porta estava fechada, elas clamaram para que o Senhor abrisse-a, mas de dentro de seu aposento respondeu: “... Em verdade vos digo que vos não conheço” Mt 25.12.
Aqui neste versículo está a chave dos erros de interpretação, principalmente dos radicais que condenam uma alma por qualquer coisa, gostam de assustar ao invés de advertir. Se elas, estando dormindo, ouviram o grito – a chamada, e saíram a encontrar-se com o esposo, se eram virgens (puras), se possuíam suas lâmpadas acesas até adormecerem com as prudentes; mas por não terem azeite sobrando, ficaram de fora. Ora, foi essa atitude e displicência que as tornou irreconhecível aos olhos do Senhor, e desqualificou-as para entrar nas núpcias; nenhum outro pecado cometeram. Note que o Senhor não as exclui e nem diz: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” Mt 25.41; isso sim é condenar – é perder a salvação.
Eu ouvi muitas pregações sobre os 50% que serão salvos, baseados nesta parábola e em Mt 24.40,41 e etc. Se dois estão no campo trabalhando e duas estão moendo e só um será tomado e outro deixado, não quer dizer que a metade da igreja será arrebatada; mas que, só aquele que estiver preparado, vigiando, será raptado. De tudo o que aprendemos através deste estudo, duas lições muito importantes nos é ensinada: Buscarmos com zelo o Espírito Santo; encher-nos Dele, e Também, sermos vigilantes. Uma parábola é uma comparação, uma alegoria, em que Jesus tomando como base um fato terreno e conhecido humanamente, transmitia ensinamentos eternos à sua igreja. E esta parábola foi deixada para a igreja militante e que espera a vinda do Senhor e que precisa ser pura, vigilante, ter a lâmpada acesa; mas, principalmente ter azeite sobrando.
É a grande verdade e não podemos negar, que para sermos arrebatados, deveremos estar vigiando, como uma vida ativa espiritualmente: “Não sejais vagarosos no cuidado: sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor”. Graças a Deus por nos dar a oportunidade de ainda nos despertar e sermos cheios do Espírito Santo. Leia o versículo chave desta parábola: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”, e mais: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” Mt 25.13; 24.42.